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PLANO DA SAFRA 2023-2024

03-07-2023 A cada ano o governo federal anuncia o plano da safra de plantações rurais, desta vez foi o de 01-07-2023 a 30-06-2024. Do total para a agricultura empresarial, R$272,12 bilhões serão destinados ao custeio agrícola e comercialização, uma elevação de 26% em relação ao plano anterior, bem como R$92,8 bilhões serão para investimentos, uma elevação de 28% em relação ao mesmo período do ano passado. Os recursos de R$186,4 bilhões serão com taxas de juros controladas, em alta de 31,2%, em comparativo com ao safra anterior. Dos quais R$84,9 bilhões com taxas não equalizadas, correspondentes a elevação de 38,2%, além de R$101,5 bilhões com taxas subsidiadas, correspondentes a 26,1%. Outros R$177,8 bilhões serão destinados a taxas livres, correspondentes a elevação de 22,5%. Já as taxas de juros para custeio dos empresários enquadrados no PRONAMP serão de 8% ao ano. Os demais seguirão as faixas a serem definidas pelo Banco do Brasil. O objetivo do governo federal, segundo o p...

AINDA A ATA DO COPOM

02-07-2023 A narrativa contida na ata do COPOM, mencionada aqui ontem, é de que houve um “dovish”, relativo a leve queda do dólar no exterior e o recuo dos rendimentos dos “yelds” dos Estados Unidos, os quais poderão levar a queda dos juros futuros dos títulos do tesouro americano. Por aqui, a desaceleração continuada do IPCA, tende a reforçar o começo do ciclo de que da taxa básica de juros. Porém, algumas aberturas na cesta de preços do IPCA tem levado a que o Banco Central tenda a agir com cautela. O documento do COPOM revelou que predominou entre os diretores que participaram da última reunião de junho, a avaliação de que o processo desinflacionário continua em curso, com consequente impacto sobre as perspectivas da economia nacional. Dessa forma, o corte parcimonioso dos juros básicos poderá acontecer na próxima reunião de agosto. Contudo, a maioria da diretoria ainda é ortodoxa, muito embora o atual governo federal tenha indicado dois novos diretores para o citado Órgão. ...

ATA DO COPOM

01-07-2023 O Comitê de Política Monetária do Banco Central (COPOM-BC) se reúne a cada 45 dias. Na semana passada se reuniu e nesta semana publicou a ata da sua reunião, que demorou dois dias, como sempre. O objetivo da reunião é de avaliar a conjuntura econômica e, por fim, determinar a taxa básica de juros (a SELIC), que continuou fixada em 13,75%, pela sétima vez seguida. Referida ata estima que a inflação deste ano poderia ser de 5,0%, acima do centro da meta ´de 3,25%, mais o viés de alta de 1,5%. A inflação tem cedido neste ano, tendo contribuído o rebaixamento dos preços dos combustíveis, não só o barril do petróleo ter caído no exterior, bem como aqui ter havido redução de tributos sobre combustíveis. A situação está surreal, visto a SELIC em 13,75% e a inflação em doze meses estar próxima de 5,0%. Por isso mesmo, pela primeira vez em torno de um ano, o Banco Central acenou com provável ciclo de baixa da SELIC. As instituições financeiras esperam a partir de agosto, mas dire...

TAXA DE DESOCUPAÇÃO É A MENOR EM OITO ANOS

30-06-2023 Ficou surpreendente o que ocorreu com a taxa de desocupação. Ela passou um certo tempo rígida em 8,5% e agora recuou para 8%, em abril, na taxa dessazonalizada, segundo as estatísticas do IBGE, a partir da Pesquisa por Amostra de Domicílio Contínua. Na verdade, houve a melhora de algumas variáveis ligadas aos rendimentos, subocupação e um cenário mais otimista, depois dos bons resultados do PIB do primeiro trimestre deste ano. No comparativo com março, em abril, a população ocupada apresentou a quarta expansão consecutiva, estando então com 99,2 milhões de pessoas. O Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) assim se referiu: “Adicionalmente, enquanto a ocupação formal registrou crescimento médio intraanual de 3,2% no último trimestre, encerrado em abril, a população ocupada informal apresentou retração de 0,6%, na mesma base de comparação”. O crescimento da ocupação tem ocorrido de forma generalizada, mas com diferente intensidade. Nos últimos 12 meses, ence...

ELEVADA INADIMPLÊNCIA

  29-06-2023 A escalada da inadimplência no Brasil se intensificou neste ano e se remeteu a janeiro de 2016, quando o Brasil estava em forte recessão, conforme dados coletado pelo sistema de crédito SERASA. Em abril, 71,4 milhões de brasileiros estavam nessa situação, correspondendo a 43% da população adulta, comprometidas com dívidas em aberto. Em conjunto, os inadimplentes referidos deviam R$340,6 bilhões. A maior parte do citado passivo se encontra em parcelamento do cartão de crédito e do cheque especial, conhecidos por praticarem extorsivas taxas de juros. É notória a corrosão do poder de compra dos brasileiros referidos e de sua capacidade de poupar. Em abril, 700 mil pessoas físicas ingressaram no referido rol de inadimplentes. No comparativo com o mesmo mês de abril de 2022, o total foi acrescido de 5,3 milhões. Os números mostraram que 69,6% deles se encontravam na faixa etária de 26 a 60 anos de idade, em plena capacidade de trabalho. Não somente houve crescimento...

ATUAÇÃO DA S&P

  A atuação da agência de risco internacional Standard & Poor’s (S&P), baseada em Nova York, centro financeiro mundial, principalmente, na bolsa de valores, calculando vários indicadores, tal como o S&P 500, relativos aos 500 maiores grupos econômicos do mundo, bem como calculando risco das empresas e risco dos países, conferindo ou não o grau de investimento. No caso brasileiro, já retirou a restrição de situação estável para a de futuro crescimento. Porém, manteve a nota BB -. A respeito dos países emergentes, a referida agência analisou o surpreendente desempenho do bom primeiro trimestre. Entretanto, devido às elevações das taxas de juros internacionais, assim como mantida a taxa básica de juros do Brasil, veio a público divulgar que o crescimento dos próximos trimestres não será tão elevado. Porém, não afirmou que o mundo ingressaria em recessão, mas em baixo crescimento. Ademais, os preços das commodities ainda estão bem elevados, levando à fraca demanda d...

AINDA SOBRE O PIB QUE CRESCE MAIS DO QUE PREVISTO

O Secretário de Tesouro do Brasil, subordinado ao Ministério da Fazenda, Rogério Cerón, declarou à BM&C, que o mercado revisou brutalmente as projeções para o crescimento da economia brasileira, em um pouco mais de um mês, depois de ver a projeção desta semana, divulgada ontem, no boletim Focus do Banco Central. Referiu-se a que as estimativas para o PIB, saíram de 1,26% par 2,18%, no período tão curto já referido. Ora, se ele fosse um pouco mais, e completasse sete semanas atrás de melhorias seguidas das estimativas, veria que ela estava em 0,91%. Por fim, disparou que espera que as projeções cheguem a 2,5% para este ano. Para ele, a melhoria dos indicadores se reflete nas medidas que o governo federal tem enviado ao Congresso projetos, procurando a redução do déficit primário, a formação de um arcabouço fiscal, a reforma tributária, a atenção ao contencioso tributário e o apoio ao mercado das parcerias público-privadas. As ideias dele são para o planeta marte. Nada disso foi ...