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DESEMPREGO CAIU PARA 7,9%

  A taxa de desemprego do último trimestre de 2022 teve a décima queda seguida e atinge menor nível desde 2014, ano no qual a recessão se insidiou do segundo trimestre de 2014 até o último trimestre de 2016. Foram 11 trimestres seguidos de forte recessão. O desemprego então desembestou. Quatro anos depois, aconteceu a pandemia do covid-19. Medidas de enfrentamento da pandemia levaram ao isolamento social e, em consequência, a taxa de desemprego passou de dois dígitos, chegando a ficar em torno de 14% ao ano. Porém, o enfrentamento da crise sanitária veio obtendo êxito e a taxa de desemprego recuou para 7,9%, em dezembro de 2022. A taxa média anual recuou para 9,3%, a menor taxa média anual desde 2015. Referidos números mês a mês em 2021 e 2022 demonstram recuperação do mercado de trabalho depois da citada pandemia, conforme dados constantes da Pesquisa por Amostra de Domicílio Contínua, cujos resultados são divulgados mensalmente pelo IBGE, relativos aos quatro trimestres de ca...

NOVO MARCO FERROVIÁRIO

  Desde 1956 que o Brasil passou mais a incentivar a economia urbana. Foi decisivo o PLANO DE METAS DE JK para ter-se o planejamento econômico global, construindo-se uma cidade em quatro anos, para ser o Distrito Federal, Brasília, no Planalto Central. Muitas décadas se passaram e hoje se tem o planejamento setorial feito pelas Agências Nacionais. Como o propósito desta coluna é o de escrever uma lauda diária, hoje se verá aqui o que anunciou agora a Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). O Ministro dos Transportes, Renan Filho, afirmou ontem que a pasta não pode interferir na autonomia da ANTT, provocado pelo plano que ela expôs recentemente. Assim, a ANTT anunciou o Novo Marco Ferroviário. Este envolverá R$170 bilhões de investimentos para o sistema ferroviário brasileiro, de acordo com a aprovação do novo marco legal, criado em 2021. A mudança proposta, que substituirá os leilões por autorizações administrativas, será considerada então como novo marco. Foram evid...

NOVAS DESPESAS NO RADAR

A equipe econômica voltou a dirigir-se aos mercados com novos gastos públicos no radar. As novas despesas com certeza elevarão as despesas públicas e estourarão a lei do teto dos gastos. O governo federal, então, terá que fazer nova Proposta de Emenda Constitucional (PEC), tal com fez com a PEC da Transição, para início do atual mandato, o que naquela oportunidade já anunciou que poderia ter déficit primário neste ano. Agora, a possibilidade está sendo reforçada. Em síntese, o governo federal gastando mais, impulsionando a demanda agregada, terá, como contrapartida maior dinâmica do processo inflacionário, para ajustar as contas. Ademais terá que fazer nova regra fiscal. Estão no radar da equipe econômica: a elevação dos salários dos servidores, que não será pequena, visto que se procurará corrigir as defasagens salariais, desde 2014. A começar os rendimentos das autoridades de Brasília, que respingará com força nos reajustes salarias nos Estados e Municípios. Em seguida, poder...

IMPORTAÇÕES DE FERTILIZANTES

Mesmo sendo uma potência agropecuária, o Brasil produz apenas 15% de fertilizantes agrícolas, que são insumos utilizados para nutrir a terra. Entretanto, a importação de fertilizantes não era um problema para o País, até 24 de fevereiro de 2022, quando começou a guerra entre Rússia e Ucrânia, que perdura até hoje, sem nenhuma perspectiva de acabar logo, existindo muitos que ainda acreditam que a guerra referida vá durar bastante. Ela desencadeou uma segunda guerra fria no mundo. A primeira guerra fria foi entre o bloco capitalista versus o bloco comunista, do final dos anos de 1940 até os anos de 1960. O ápice foi Cuba ser comunista, em 1959, e ser até hoje, estando a aproximadamente 100 quilômetros da costa atlântica do maior país capitalista do globo, os Estados Unidos, que são a maior economia global, desde o final da primeira guerra mundial (1914-1917). Em 2022, os principais protagonistas de hoje voltaram a ser a Rússia e os Estados Unidos. Nem mesmo a pandemia do covid-19, qu...

FORTE OSCILAÇÃO DO IBOVESPA

Nesta semana, encerrada ontem, o Índice da Bolsa de Valores de São Paulo (IBOVESPA) recuou, somente ontem, 1,67%. Na semana o recuo foi de 3,09%, voltando para a casa dos 105 mil pontos, renovando o menor nível de fechamento desde o dia 4 de janeiro. Até 24 de fevereiro a perda é de 6,73%. Na semana anterior teve leve recuperação de 1,02%, mas não se sustentou e voltou a descer a ladeira. O indicador segue o seu pior rumo mensal, quando o pior de quase um ano fora de 11,50%, em junho. Neste ano, o índice indica até agora uma perda de 3,59%. As explicações são as de que a economia brasileira, com novo governo, não emplacou ainda nem uma agenda proativa. A melhor previsão se encontra com aquela das cem instituições financeiras, consultadas semanalmente pelo Banco Central, que antevê um PIB, crescendo 0,8%. As piores previsões são aquelas de que a economia brasileira está estagnada, de que poderia ingressar em recessão, de que voltaria ao caminho do déficit público, quando no ano pass...

VOLATILIDADE DO DÓLAR

  O preço do dólar pode ter pequena volatidade ou nenhuma, quando um país tem estabilidade econômica. Mas, quando um país não tem estabilidade econômica ou passa por um período de instabilidade, como aconteceu no Brasil, em 2002, na campanha de Lula, para o seu primeiro mandato, o dólar saltou de R$1,40 para R$4,00, valor que atualizado corresponderia a mais de R$8,00. Há já algum tempo que o preço do dólar tem pequena volatilidade no Brasil. Isto se deve à existência do Plano Real, que estabilizou a moeda brasileira, tendo o País realizado um colchão de reservas internacionais, bem como a melhor atuação do Banco Central. Basta ver que as instituições financeiras, atuando no Brasil, estão prevendo que o dólar se encerrará neste ano em R$5,25 e no ano vindouro em R$5,29. Ontem o preço do dólar caiu 1% frente ao real, acompanhando a melhora no risco internacional e com investidores reagindo positivamente com redução de ruídos domésticos, relativos ao Banco Central e o resultado...

RESERVAS E POSIÇÃO CAMBIAL

  As reservas internacionais são expressas em dólares e contabilizadas pelo Banco Central. Estão atualmente em torno de US$330 bilhões. Em tempo não muito distante foram maiores do que US$365 bilhões. A posição é confortável e serve para livrar o País de ataques cambiais, tal como aconteceu depois do Plano Real, vindo de especulações internacionais nos chamados tigres asiáticos e ficaram quase zeradas no início do segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, quando houve forte ataque cambial. Mas, o próprio Cardoso tomou empréstimo no Fundo Monetário Internacional e foi juntando reservas, que vieram crescendo em todos os governos posteriores. Então o País constituiu um colchão protetor e nunca mais teve ataque cambial. Ficar sem reservas nunca mais passou a ser lema de governo federal. A posição cambial leva em conta as reservas internacionais, depositadas no Banco Central (BC), a venda de dólares com compromisso de recompra, a posição do BC em swap cambial e os direitos espec...