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INFLAÇÃO DO ALUGUEL

31-12-2021 A Fundação Getúlio Vargas (FGV) tradicionalmente calcula os índices de preços do País, que refletem as diferentes taxas de inflação do País Indice Geral de Preços (IGP), Índice Geral de Preços da Construção Civil (INCC) e Índice Geral de Preços do Mercado (IGP-M), também chamado de Índice do Aluguel. No ano passado, o IGP-M fora de aproximadamente 23%. Para 2021, a inflação do aluguel estimada pela FGV ficou próxima de 18%. O IGP-M subiu 0,87% em dezembro, em escalada de alta, chegando a 17,78% no ano, superando a inflação prevista de 10,48%, pelo IPCA, calculado pelo IBGE. O resultado deste mês foi influenciado principalmente pelos preços dos bovinos de 11,69%, que passou grande parte do ano influenciando a inflação em geral. A inflação do aluguel se torna cruel para a classe trabalhadora, que tem seus vencimentos atrelados à política salarial do governo, que prevê negociações coletivas, entre patrões e empregados. Dificilmente se encontrará alguém que possa concordar...

DESEMPREGO CAIU BASTANTE, MAS A ECONOMIA FICOU ESTAGNADA

Em março deste ano a taxa de desemprego estava em 14,9%. O IBGE divulgou agora que a taxa de desemprego, no trimestre encerrado em outubro, caiu para 12,1%, reduzindo também o desemprego de 13,7, no trimestre encerrado em julho, absorvendo o mercado de trabalho no citado trimestre mais de 3 milhões de trabalhadores. Apesar disto, o Brasil tinha mais de 12,9 milhões de cidadãos em desemprego aberto. Isto é, sem carteira de trabalho assinada, conforme Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Continua.   Por seu turno, o rendimento médio dos trabalhadores ocupados teve queda de 4,6%, em apenas um trimestre. Ou seja, R$117,00 a menos em relação ao recebido no trimestre encerrado em julho. Em comparação ao trimestre encerrado em outubro do ano passado, a renda média do brasileiro se reduziu 11,1%. Ou seja, R$307,00 a menos, para o piso de R$2.449,00 mensais. Isto é, existem mais pessoas trabalhando.   Porém, o salário é cada vez mais baixo, em razão da concorrência pelas vag...

LEVES REDUÇÕES INFLACIONÁRIAS PREVISTAS

Pela terceira semana, o mercado financeiro fez leves reduções seguidas da taxa de inflação, terminando este mês de dezembro de previsões financeiras. A mediana das expectativas das cem instituições financeiras pesquisadas recuou de 10,04% para 10,02%, No caso de sua confirmação, desde 2015, a inflação não fechava o ano em dois dígitos, em 10,67%. Naquela época, o Pais estava em   forte recessão e agora a economia se encontra em estagnação. Assim, desde o segundo trimestre de 2014, que o País não consegue voltar a longo período de crescimento, a população empobrece e o Brasil vai ficando atrás da evolução entre os países emergentes. Por sua vez, a mediana das estimativas do PIB para e este e para o próximo ano vêm definhando. No início de 2021 estava em 5,20% o incremento do PIB de algumas medianas das instituições financeiras consultadas toda semana pelo Banco Central (BC). Agora esta em 5,21%. Já o PIB de 2022, cujo crescimento das medianas dos economistas auscultados pelo BC ...

VAREJO NO NATAL E PERSPECTIVA PARA 2022

Uma das maiores empresas de cartões de crédito e de débito do Brasil, a CIELO, criou o Índice Cielo de Varejo Ampliado (ICVA), que mediu as vendas no varejo neste Natal, durante os dias 19 a 25 de dezembro, concluiU que elas melhoraram 11,1%, em relação ao mesmo período do ano passado. O incremento foi impulsionado pelas vendas on line, que avançou 38,6%, enquanto nas lojas físicas a elevação fora de 8,8%. O segundo maior momento de vendas deste ano foi o black friday, quando as vendas foram impulsionadas 6,8%, conforme a CIELO, em relação ao 2020, mas caíram 3,8%, em comparação com 2019. Segundo o seu diretor de inteligência, Pedro Luppi, divulgado nos grandes jornais, o faturamento virtual do Natal se deveu principalmente pelos segmentos de turismo e transportes. Sem eles dois, o faturamento no referido varejo seria de 23,2%. O ICVA foi calculado perante 1,2 milhão de vendedores varejistas credenciados pela empresa, referentes a 18 segmentos produtivos. Por seu turno, a Fundaçã...

CONTROLE DO ORÇAMENTO PÚBLICO

O Congresso Nacional controla cerca de 50% dos investimentos do orçamento federal. Por que isto? Ora, os parlamentares procuram ter forças políticas em seus redutos, para serem geralmente reeleitos. Trata-se de uma batalha para execução das emendas parlamentares ao orçamento público. O governo federal fica atado em procurar fazer a plena governabilidade. Enfrenta também as federações partidárias, que substituíram as coligações nas eleições proporcionais. O modelo de um presidencialismo de coalizão, que adveio desde a redemocratização de 1986, que tem se traduzido nas relações entre Executivo e Legislativo, perde a quebra de braço para o Congresso, na medida em que este define por volta de 50% dos investimentos orçamentários. A partir de 2015, as emendas parlamentares cresceram de R$3,3 bilhões empenhados, para alcançar R$26,5 bilhões em 2021. Para 2022, o orçamento federal prevê R$44 bilhões para investimentos e mais de R$21 bilhões são para atender as emendas dos parlamentares. A qu...

PANDEMIA SE PROJETA PARA 2022

Os desafios da pandemia do covid-19 para 2022, mediante o surgimento de novas variantes do coronavírus, tem feito muitos Estados a cancelarem as festas do final de ano e do carnaval do próximo ano. No caso brasileiro, que é um dos epicentros da doença no mundo. Mais de 75% da população do País está vacinada com pelo menos a primeira dose. No entanto, o retorno quase completo das atividades laborais, educativas e recreativas, presencialmente, expõe parte da população à doença, de forma direta ou indireta. A variante ômicron se espalha pelo Brasil. 35 casos da referida variante tem levado às infecções em vários Estados, tais como ao Paulo, Goiás, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Distrito Federal, Rio de Janeiro e Santa Catarina. A nova variante tem a característica de se espalhar mais rápido do que outras cepas do vírus. Conforme o Ministério da Saúde há outros 57 casos sob observação. Pesquisa realizada pela Fundação Osvaldo Cruz e Universidade de Oxford demonstrou que a terceir...

FALTA DE COMIDA PARA BAIXA RENDA

25-12-2021 Pesquisa do Instituto Datafolha, divulgada ontem, apontou que 89% da população brasileira têm a percepção de que a fome aumentou durante a pandemia do covid-19. No conjunto a população brasileira, 26% informaram eu a quantidade de comida em casa foi insuficiente para atender necessidades nutricionais. Quando tomados aqueles que têm renda até dois salários mínimos, cerca de 37% revelaram alimentação insuficiente. Entre as famílias que são beneficiadas pelo Programa Auxílio Brasil são 39% que demonstram referida carência. No Nordeste se encontram as pessoas da faixa mais elevada afetadas pela falta de comida, de 35%. Nas outras regiões o número deles varia de 21% a 25%. Entre as pessoas que estavam desempregadas e procurando emprego, 45% declararam não terem comida suficiente. Entre aqueles que desistiram de procurar emprego o número é de 34%. A enquete foi realizada de 13 a 16 de dezembro do ano em curso. A amostra foi de 3.666 brasileiros em 191 municípios. A margem ...