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SEGUE EM PENÚLTIMO EM COMPETITIVIDADE

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) prossegue em analisar anualmente o Ranking de Competitividade, observando18 países, conforme padrões internacionais. No estudo o Brasil só superou a Argentina. O levantamento da CNI compara o País com características semelhantes. No conjunto são 61 variáveis avaliadas, segundo aquela instituição. Os países mais competitivos são Coréia do Sul, Canadá e Austrália. No exame da CNI o País tem as melhores colocações nas variáveis de tecnologia e inovação, em oitavo lugar; em trabalho, na nona posição; estrutura produtiva, em 12º lugar. Em ultima posição está em financiamentos. No penúltimo lugar está em carga tributária. Segundo a economista Samantha Cunha, dos quadros do CNI: “”O Brasil possui debilidade na maioria dos nove fatores de competitividade, o que o coloca atrás de economia como Peru, Colômbia, Índia e Indonésia”. O problema é secular e decorre do fato de o País ser um dos países mais fechados ao comércio internacional do mundo. Há muit...

ENDIVIDAMENTO BATEU NOVO RECORDE

O desenvolvimento capitalista traz uma ótica perversa: relativamente, os ricos ficam mais ricos e os pobres mais pobres. Assim, é de responsabilidade do Estado que intervenha para reduzir ou eliminar referidas diferenças incrementais. Quando a economia não cresce. Está em recessão ou depressão, os ricos sabem melhor se defender do que os pobres. Neste semestre mesmo há estatísticas divulgadas de que aumentou o número de bilionários brasileiros perante a pandemia do novo coronavírus ou de que aumentou a sua riqueza. Há outros mecanismos tal como a inflação, que funciona como um imposto inflacionário, transferindo renda das classes menos abastadas para as mais ricas. Outro é o endividamento. Agora mesmo neste semestre o endividamento bateu recorde, sobretudo entre os mais pobres. John Maynard Keynes, que escreveu o livro chamado de “Teoria Geral” da Economia, faleceu pessimista, dizendo em seu referido texto: “a desigual e injusta distribuição de renda é um dos maiores males em que vivem...

29/07/2020 - DESEMPREGO NESTE SEMESTRE

No primeiro semestre deste ano houve a perda de 1,2 milhão de vagas de emprego com carteira de trabalho assinada, conforme dados do Ministério da Economia, Secretaria do Trabalho, constante do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (CAGED), enquanto no mesmo período de 2019 foi de criação líquida de empregos em referência de 408 mil empregos. Em janeiro e fevereiro a economia brasileira vinha criando vagas de trabalho formais de 341 mil empregos, sendo quase o dobro do igual período de 2019. Em março começou a pandemia do covit-19 e a perda de empregos começou a crescer rapidamente, devido às medidas de isolamento horizontal que esfriaram a economia. De março a junho a perda seria superior a 1,5 milhão. Em março caiu o emprego formal em 260 mil; em abril, de 918 mil; em maio, 350 mil; em junho, 11 mil. Trata-se a maior queda do emprego formal desde a criação do CAGED há 30 anos (1992). Não fora pior do que o setor agropecuário criou liquidamente cerca de 63 mil empregos da...

28/07/2020 - PROJEÇÃO DE QUEDA DO PIB SE REDUZ

O mercado financeiro estimava uma queda do PIB há um mês passado de 6,64%. Na semana passada a previsão do PIB caiu para 5,95% e na semana atual desceu para 5,77%. Já para 2021 a estimativa se manteve a mesma de incremento de 3,50% do PIB. As projeções se encontram no boletim Focus, levantamento semanal do Banco Central com 100 instituições financeiras. O Ministério da Economia manteve sua previsão de recuo de 4,7% neste ano e o FMI de retração de 9,1% do PIB. O IBGE divulgou queda de 1,5% do PIB do primeiro trimestre do ano, quando não era afetado em janeiro e fevereiro. A grande queda prevista está para o segundo trimestre do ano. Entretanto, caiu muito em abril, menos em maio e subiria o PIB em junho, segundo prévias.   A estimativa da taxa SELIC permaneceu em 2% para encerrar 2020 e de 3% para 2021. Isto porque a estimativa de mercado para a inflação caiu de 1,72% para 1,67%. Referida previsão está bem abaixo do centro da meta de 4%, mediante margem de tolerância de 1...

27/07/2020 - DO ISOLAMENTO  VOLTARAM 10% DA PEA

Algumas cidades começaram a flexibilização do isolamento social, ajudando a reduzir cor volta da metade daqueles que foram afastados do trabalho pela pandemia, conforme a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua Covid (PNAD Covid), divulgada no dia 25 passado pelo IBGE. Assim, dos 16,6 milhões, ou seja, por volta de 20% dos trabalhadores afastados da População Economicamente Ativa (PEA), no início de maio, no segundo mês crítico da pesquisa, em torno de 8,3%, por volta de 8,3 milhões, retornaram às suas ocupações até a primeira semana de julho. A separação do homem do seu trabalho, para o isolamento horizontal, como enfrentamento da pandemia do novo coronavírus, paralisou várias atividades, principalmente aquelas de emprego formal, relativas ao comércio e aos serviços, aos poucos vem sendo retomados. Já na indústria, como as   montadores de automóveis, bastante afetadas pela pandemia, voltaram para a atividade econômica. O IBGE vem semanalmente pesquisando ...

26/07/2020 - FINANCIAMENTO DO SETOR PÚBLICO

O que é melhor: endividamento público ou emissão monetária? Em artigo de hoje, na Folha de São Paulo, Armínio Fraga, economista renomado, que já exerceu a política econômica no País, no governo FHC, depois de deixar a equipe do mega investidor George Soros, reconhece que o Brasil hoje está com menor grau de endividamento externo, menos sujeito a ataque monetário especulativo, quanto àquele sofrido no segundo mandato de FHC, em 1999, que levou o País a recorrer ao financiamento do FMI e submeter-se à cartilha ortodoxa daquela Instituição. Ele não acredita que a solução para o problema seja fazendo emissões de moeda. Estas pagam juros internos. Para ele, emitir moeda é uma forma de endividar-se. Tampouco, o crescente endividamento público, via títulos de crédito ou equivalentes, por via escritural, que levará a um limite insuportável de pagamento do principal da dívida, mesmo estando taxas de juros básicas próximas de zero. Na atual depressão econômica mundial, segundo ele, os doi...

25/07/2020 - PANDEMIA TEM REDUZIDO MAIS NA TRIBUTAÇÃO

As duas principais medidas para conter a queda de renda de grande parte dos brasileiros, durante a pandemia do novo coronavírus, tem sido o auxílio emergencial de até agora cinco parcelas, restando ainda duas a receber, além da liberação de um salário do FGTS. Em vigor continuaram o Programa Bolsa Família e o seguro desemprego. Referidas medidas tem servido para atenuar a queda do consumo, estimada neste ano em 7%, que, se não fossem tomadas, mediante pagamentos a trabalhadores informais e formais, poderia ser superior a 10%. Nesse sentido, a ação do governo tem sido correta, já que o consumo das famílias corresponde a 60% do PIB. Entretanto, pairam dúvidas do que acontecerá a partir de setembro, quando os auxílios cessarem. A expectativa é de a retomada gradual da atividade quedará a recessão e a economia volte a crescer pouco a pouco. Já há sinais de mercado de que em junho o crescimento do PIB tenha sido positivo. Dessa maneira, acredita-se que as medidas protetivas, contr...