Postagens

31/01/2020 - PESQUISA DA FGV SOCIAL

A Fundação Getúlio Vargas (FGV) promove uma série de pesquisas, somente perdendo em enquetes para o IBGE. Existe um núcleo, periodicamente, realizando pesquisas sobre a distribuição de renda brasileira, chamado de FGV Social. A mais recente pesquisa avaliou a crise da década passada, iniciada em 2014, quando ocorreu forte recessão. Os acertos da política econômica maiores do que os erros, desde o Plano Real, levaram aos superávits primários de 1998 a 2013. Os erros da política econômica maiores do que os acertos de Dilma levaram aos déficits primários desde 2014. Os problemas decorrentes se aprofundaram em recessão prolongada e na luta pela saída do poço recessivo. Consegui-se a estabilidade, após 2017 e até agora houve crescimento anual por volta de 1%. Porém, as desigualdades aumentaram bastante. O que se conseguiu, desde o Plano Real, com a estabilidade monetária, programas sociais e elevação real do salário mínimo resultaram na diminuição da pobreza absoluta de 30%, dos anos...

30/01/2020 - DÉFICIT PRIMÁRIO PELO SEXTO ANO

Após 16 anos de superávit primário, em 2014, voltou-se ao déficit primário, já pelo sexto ano. Ou seja, pela sexta vez as despesas ultrapassam enormemente as receitas. Já no artigo de ontem a referência a uma dívida pública federal, que cresceu 9,5%, atingindo o valor recorde de R$4,24 trilhões, era aludido o fato do carry over dos déficits primários em sequencia. Em 2019, o rombo das contas públicas foi de R$95 bilhões. Pelo orçamento anual aprovado pelo Congresso existia a expectativa de déficit primário de R$139 bilhões. Porém, existiram em 2019 receitas extraordinárias, como aquelas advindas dos leilões de exploração de petróleo na área do pré-sal. A equipe econômica do governo central admitiu em campanha das eleições de 2018, que poderia zerar o déficit primário em 2019. Meses depois de governo, frisou que o déficit seria de R$70 bilhões. Ficou bem longe disso. “Falar é fácil, fazer é que são elas”, como é a conclusão da fábula de colocar o guizo no gato. Ainda que negat...

29/01/2020 - DÍVIDA PÚBLICA FEDERAL

A dívida pública federal é emitida pelo Tesouro Nacional, através de títulos públicos, para financiar o déficit orçamentário, qual sejam gastos que ficam acima da arrecadação federal de tributos, venda de ativos e dividendos. Ela cresce por dois motivos: pagamento de juros postergados e emissão de novos títulos. A dívida pública federal fechou o ano passado em R$4,24 trilhões, consignando uma alta de 9,5%, em relação ao registrado em 2018. É o maior patamar da série histórica iniciada em 2004. Porém, o montante ficou dentro do estimado pelo Tesouro, que era entre R$4,1 trilhões a R$4,3 trilhões. Referida turbinação se deve principalmente à cobertura de déficits primários que vem desde 2014. Quanto aos juros, hoje no menor patamar histórico, de 4,5%, vindo declinando desde os 14%, deixados no governo de Dilma e, por isso mesmo, contribuíram pela rolagem da dívida, à elevação tão elevada de 9,5%, no ano de 2019. Porém, à taxa de 4,5%, há analistas financeiros que informam que ela ...

28/01/2020 - EFEITOS ECONÔMICOS DE EPIDEMIA

A mais recente epidemia é do coronavírus, novo vírus causador de pneumonia, que está matando no mundo, rapidamente, mas, muito mais na China, onde teve origem, em escala crescente global, tendo efeitos econômicos imediatos de reduzir a produção, o nível de emprego, a renda, o turismo e as expectativas internacionais. Na esteira de estimativas pessimistas, a agência de risco S & P estimou que o PIB chinês poderia ter redução de 10% no consumo das famílias, recuando o PIB de lá cerca de 1,2%, neste ano. Ora, para quem vem crescendo acima de 6% anuais, o simples fato dessa avaliação tornou as forças econômicas mundiais pessimistas e de previsões catastróficas. Em Nova York, os índices da bolsa fecharam em queda. O Dow Jones e o S & P 500 cederam 1,6%. Os indicadores da bolsa de Paris e de Frankfurt caíram por volta de 2,5%. O IBOVESPA recuou 3,3%. É quase sempre assim: as bolsas mais fracas caem mais do que as mais fortes. Ainda serão conhecidos os efeitos das bolsas asi...

27/01/2020 - FÓRUM DE DAVOS

Segundo o brasileiro Ronaldo Lemos, que participou de painéis em Davos, na Suíça, o Brasil agradou em economia, mas desagradou em sustentabilidade, ciência e tecnologia. O Fórum foi de 20 a 24 de janeiro. O lema do citado fórum era de “capitalismo de partes interessadas” (stake holders capitalism). Ou seja, a empresa deve gerar valor para o acionista, para o consumidor, para empregados, para fornecedores e para comunidades. Quase “todo mundo”. Não é brincadeira não. Eles nem citam o governo. É o suposto de Estado mínimo do neoliberalismo, que voltou a chamar-se de liberalismo, ao gosto de Paulo Guedes, que continua agradando aos capitalistas, mesmo quando Milton Friedman o ensinou que primeiro deve a empresa agradar ao acionista. Não deve estranhar-se isso. Há cinquenta anos que os ricos se reúnem e tem pena dos pobres. Que pena! O Fórum de Davos é uma demonstração de quem tem a comandar um mundo que progride e se debate em falsas promessas: sustentabilidade, redução da tempe...

26/01/2020 - GATILHO PRESTES A DISPARAR

Uma das críticas à atual condução do País é muito lida, ouvida e procura mostrar sua mágoa pela oposição recebida. Trata-se de Miriam Leitão, colunista de jornal e de canais de televisão da rede Globo. Ontem, em sua coluna: “Longo caminho na volta do emprego”, ela assim se refere: “É uma melhora passo a passo, lenta demais em relação ao necessário. O País ainda tem 1,7 milhão de vagas formais a menos do que tinha em 2014, antes da economia cair na crise provocada pela desastrada condução da política econômica do governo Dilma. Se o ritmo de 2019 for mantido, somente em 2022 tudo será recuperado. Felizmente, a expectativa é de um crescimento maior do PIB este ano, o que deve se refletir também em um aumento das contratações... Há, no entanto, boas notícias. Houve criação de empregos em todas as cinco regiões do País e em todos os 26 Estados e no Distrito Federal. A construção civil teve um forte aumento de vagas, de 17 mil para 71 mil, confirmando que o setor, de fato, está se re...

25/01/2020 - VOLTA CONSISTENTE DO EMPREGO

O nível de emprego de trabalho formal, isto é, trabalho com carteira assinada, nesta década, teve geração de emprego de 2010 a 2014, quando a taxa de desemprego caiu para 6%. Porém, no segundo trimestre de 2014, até o mês de dezembro de 2016, iniciou-se profunda recessão, a taxa de desemprego formal chegou a 13%, mais do que dobrou. Hoje está em 11,9%. Em 2017, a economia saiu do fundo do poço, mas ficou sendo difícil gerar mais empregos, devido aos fortes desequilíbrios econômicos de erros cometidos principalmente na gestão de Dilma Rousseff, que legou ao País déficits primários, que ocorreram desde 2014 até agora. Em 2019 houve o melhor desempenho da geração de emprego em seis anos. Cerca de duas décadas se passaram, onde se onde pegar o fio da meada. No governo de Lula, acontecido de 2003 a 2010, o País ingressou em longo ciclo econômico, destacando-se a geração de produto, emprego e renda. A taxa média do crescimento foi de 4% ao ano, sendo que em 2010, o PIB cresceu 7,5%...