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01/06/2018 - EFEITO MULTIPLICADOR

John Maynard Keynes sintetizou em seu livro “Teoria Geral – dos juros, do emprego e da moeda”, a teoria macroeconômica até hoje acreditada. Isto na primeira metade do século XX. Para ele, a demanda efetiva é quem dirige a economia. Também chamada de demanda agregada, que é a soma do consumo das famílias mais os investimentos privados, mais os gastos e investimentos do governo, mais o saldo da balança comercial, este a diferença entre exportações e importações. Como equivalente se tem a oferta agregada, que é o PIB. Ou seja, demanda global é igual à oferta global, em equilíbrio, conforme ensinou Adam Smith. Dentro dos gastos do governo existem os gastos correntes e os gastos em infraestrutura. Estes últimos são, na verdade, investimentos do governo. Os cerca de 36 presidentes da República do Brasil procuraram tornar os investimentos do governo em verdadeiro multiplicador dos investimentos privados, conforme ensinamento e Keynes. Foram os principais gestores Getúlio Vargas, Jus...

31/05/2018 - PIB CRESCEU 0,4% NO TRIMESTRE

Superando expectativas, o PIB cresceu 0,4% no primeiro trimestre do ano, puxado por 1,6% da agropecuária; no entanto, a indústria e o setor terciário cresceram 0,1% cada uma, em relação ao último trimestre de 2017, segundo informou o IBGE. Depois de forte recessão de iguais – 3,5% do PIB, em 2015 e 2016, conforme também cálculos do IBGE. Em 2017 a economia brasileira cresceu 1%. No início do ano era projetado pelo próprio governo crescer 3%. Porém, em razão da falta de confiança de produtores e de consumidores, as expectativas vêm diminuindo desde o início do ano, hoje estando mais próxima de 2%. Atualmente está em 2,4%. Para 2019, a expectativa é de que o PIB cresça 3%. Já há quem preveja só 2%, em razão da elevação continuada do preço do dólar e a prolongada greve dos caminhoneiros. Em relação ao primeiro trimestre do ano de 2017 o PIB cresceu 1,2%. No acumulado de 12 meses, a economia se expandiu 1,3%. O longo período em que vem caindo a taxa básica de juros, a SELIC, de 1...

30/05/2018 - DESEMPREGO POUCO MUDOU

O índice de desemprego no Brasil fechou em 12,9%, no trimestre móvel, encerrado em abril conforme PNAD Contínua, divulgada pelo IBGE. O contingente de desempregados vale dizer, de pessoas que procuram emprego e não conseguem, chegou a 13,4 milhões, na data em tela, representando um aumento de 5,7% em relação aos 12,7 milhões de desocupados registrados no trimestre encerrado em janeiro. O número de trabalhadores com carteira assinada ficou em 32,7 milhões, apresentando queda de 1,7%, em ambas as comparações temporais. Os trabalhadores sem carteira registrada somaram 10,9 milhões, número estável em relação a janeiro, porém cresceram 6,3% em relação a abril do ano passado. Os trabalhadores por conta própria atingiram 23 milhões de cidadãos, ficando também estáveis em abril e cresceram 3,4%, perante abril de 2017. Quer dizer, 66,6 milhões trabalhadores e um exército de reserva de 13,4 milhões. No total estavam em condições de trabalhar 80 milhões. Mas, somente 83,25% trabalhavam. Ce...

29/05/2018 - PREVISÕES DO MERCADO PIORARAM

O relatório semanal Focus vê mercado com baixa previsão do PIB e sobe a expectativa da inflação. A estimativa dos analistas financeiros, consultados pelo Banco Central, avançou de 3,50% para 3,60%, para 2018. Entretanto, a estimativa ainda está abaixo do centro da meta de inflação para este ano, que é de 4,5%, dentro do intervalo de tolerância previsto pelo sistema de meta de inflação, para ficar entre 3% e 6%. Para 2019, o mercado baixou sua previsão inflacionária de 4,01% para 4%. A meta central do próximo ano é de 4,25%, sendo o intervalo de tolerância do sistema de metas da inflação de 2,75% a 5,75%. Já a estimativa para a SELIC continuou em 8% ao ano. Para o resultado do PIB em 2018, os economistas dos bancos baixaram as previsões de crescimento de 2,50% para 2,37%. Foi a quarta queda seguida do indicador. Para o ano que vem a expectativa o mercado para a expansão da economia continua em 3%. Em razão do movimento grevista dos caminhoneiros, provavelmente os analistas fin...

28/05/2018 - COMÉDIA DE ERROS

“Comédia de erros”. Este é o título do artigo de Samuel Pessoa, na Folha de São Paulo, de ontem. A sua referência é a política econômica anticíclica, de 2009, quando, para sair da segunda maior crise capitalista da história, a equipe econômica do governo Lula, passou a estimular a compra de caminhões com empréstimos subsidiados do BNDES. Não só isso, o crédito era farto para todos os segmentos econômicos. Gabavam-se então os formuladores de política econômica de que o Brasil foi o último a entrar na crise mundial e o primeiro a sair. No ano seguinte, 2010, o País cresceu 7,5%. Dinheiro emprestado muito barato continuou com todo o período da ex-presidente Dilma. Dessa forma, de 2009 até 2018 fez a frota de caminhões aumentar 40%.   A economia brasileira cresceu em igual período 11%. Esse descompasso veio desaguar nesta paralisação dos caminhoneiros, até porque o barril do petróleo nos últimos quatro anos dobrou de preço, de US$40.00 para US$80.00, em razão das divergências do...

27/05/2018 - DESABASTECIMENTO E NÃO GREVE

Problemas das paralisações de veículos automotivos de transportes dos últimos seis dias têm sido chamados de greve dos caminhoneiros. Caminhões espalhados parados pelo território nacional são visíveis, estacionados nas margens das estradas aos montes e estão causando enormes prejuízos para a sociedade brasileira, cuja síntese está sendo o desabastecimento. Esta está sendo a maior onda de paralisações já ocorrida. Nenhum partido político está apoiando o movimento de caráter nacional. Em princípio, a população está apoiando, mas já está percebendo que os maiores ônus virão para ela. A frota de caminhões brasileira é composta de cerca de dois milhões de caminhões, dos quais 30% são de motoristas autônomos. Assim, ficou evidente para as autoridades governamentais que os 70% dos grevistas eram donos de empresas. O resultado final, até agora, tem o sido o forte desabastecimento. O motivo da greve foi a política de preços dos combustíveis da direção da Petrobras, encabeçada por Pedr...

26/05/2018 - PREJUÍZOS DA MÁ GESTÃO PÚBLICA

A greve de caminhoneiros se tornou dramática porque o governo federal não negociou antes. Há tempo que dois milhões de caminhoneiros vêm se queixando e ameaçando com paralisações, de que não poderiam segurar perdas pelos reajustes quase diários do óleo diesel, sem que as tarifas dos transportes acompanhassem os citados reajustes. O mal também aflige os consumidores de gasolina e de outros derivados. A forte recessão de 2014 a 2016 deixou entre os transportadores grande capacidade ociosa, que, somada à elevação de combustíveis, na forma adotada desde julho de 2017, deixou dramática a vida dos transportadores. Ainda que o governo detecte um locaute, greve de empresários de transportes, a situação na área ficou descontrolada. O drama chegou aos seus limites pela reação dos aumentos sucessivos do dólar, que foram repassados pela Petrobras aos consumidores. Não houve aumento de tarifas, de salários, de lucros, para sustentar o modelo adotado pela Petrobras. Agora, depois de cinco ...