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23/09/2017 - ECONOMIA CADA VEZ MAIS DISTANTE DA POLÍTICA

A segunda denúncia do Ministério Público Federal, enviada ao Supremo Tribunal Federal, que a aceitou e a enviou à Câmara de Deputados, através de trâmite constitucional, contra o presidente da República, Michel Temer, depois da primeira denúncia inédita, que fora rejeitada, em plenário de 263 deputados entre os 513 daquele Colégio, tem como objetivo retirá-lo do governo, por três motivos: corrupção passiva, obstrução de justiça e organização criminosa. O tortuoso caminho em que se encontra Temer, desmascarado em 17-03-2017, só tem agravado sua posição e, mesmo que a Câmara volte a rejeitar o processo de impeachment, depois de terminar o governo, ele responderá pelos seus crimes. Nesta década, principalmente ficou claro que estavam no poder duas quadrilhas, a do PT, desnudadas pela operação Lava Jato, comandada por Lula, e a do PMDB, chefiada por Temer, que ficou nua com as denúncias do JBS. Tais partidos estavam na condução do País desde 2003. Temer hoje tem 3% de popularidade. ...

22/09/2017 - CONJUNTURAS SÃO SINAIS IMPORTANTES

As notícias do cotidiano são ruins, alentadoras, otimistas.. Porém, nenhum país conseguiu ser desenvolvido sem planejamento de longo prazo. Este não pode deixar de ser abrangente. Ou seja, muito se tem falado em educação, elevação da produtividade, em ciência e tecnologia. Muitas coisas mais. Porém, nenhum item é condição suficiente, a não ser a integralidade. Os exemplos mais notórios estão com as estratégias da arte da guerra, rompimento da dependência colonial (exemplo americano), a reconstrução do Japão, a reconstrução da Europa, a restauração da Coreia do Sul, o surgimento dos tigres asiáticos, advindos da abertura internacional. Desde 1979, quando o Brasil vinha de planejamento econômico de longo prazo, o Brasil foi o país que mais cresceu no mundo (1949-1979), a taxas de 6% anuais, em média. Porém, os choques do petróleo adiaram o crescimento sustentado, desde então, o Brasil não mais voltou ao planejamento integral. Passou a adotar a política econômica chamada de “stop a...

21/09/2017 - EMPRESAS ZUMBIS E OUTROS DEVEDORES

O raio de ação da Secretaria da Receita Federal é de ampliar a arrecadação, em uma malha tributária tão complicada, que dá ensejo a vários vazamentos de renda. Historicamente, a agropecuária, seja por frustração de safra, excesso de chuva ou seca, quase todo ano está a pleitear anistia parcial ou total de tributos, além do tradicional crédito subsidiado, que sempre existiu. Já os setores de indústria, comércio e serviços, embora tenha muito menos crédito subsidiado, atrasam tributos, visando refinanciamento de dívidas (REFIS), que também ocorre com muita frequência. Para o REFIS o cálculo de dívidas em atraso, em questão judicial ou por falta de pagamento superam R$300 bilhões. Quanto ao crédito subsidiado, para todos os setores produtivos, é de um valor incalculável, além das anistias do crédito rural, que se acumulam e propagam no longo tempo. Uma categoria de milhares empresas, identificadas, mas que não estavam sendo atacadas de forma eficiente pelo fisco, são as chamada...

20/09/2017 - FÁBRICAS INTELIGENTES

O desenvolvimento econômico mundial tem mostrado que o setor industrial vem perdendo participação no PIB total, tanto nos países ricos como nas economias emergentes. Na medida em que um país se desenvolve o setor terciário é o que mais cresce em sua trajetória secular. Vendo neste século a indústria, o Banco Mundial divulgou dados de que no ano 2000 a participação industrial no PIB do globo caiu de 19% para 15% em 2015. Nos anos de 1970, a indústria representava 40% do PIB do Reino Unido. Hoje, essa fatia é de 10%. Antes de tornar-se um país rico, o recuo da indústria brasileira foi maior. No mesmo período citado, a geração da riqueza pela indústria caiu de 15% para 12%, sem contar que em 1985 a indústria participava de 25% do PIB brasileiro. Nos Estados Unidos, a participação da indústria no PIB caiu de 16,5% para 12%. Porém, os números são semelhantes. O fato é que não existe nenhum país que se tornou rico sem um setor industrial competitivo e grande. Os desafios que se coloca...

19/09/2017 - PROGRAMA DE CONCESSÕES

O governo federal anunciou que tem 87 projetos de parceria público/privada, leiloados ou que foram prorrogados, desde abril de 2016, até agosto deste ano. O prazo médio é de um ano e meio de maturação dos investimentos, estimados em R$41,6 bilhões. Assim, no segundo semestre de 2018 eles já teriam deslanchados. Sem dúvida eles contribuirão para o incremento do PIB, estando descolados da situação política. São projetos dados como certo. A previsão é de que a injeção de recursos na economia será muito efetiva. Os contratos assinados estão se credenciando a obter financiamentos que já passarão a serem liberados. Na esfera do BNDES, em conjunto com os bancos comerciais, nova sistemática de fomento está sendo implantada. As instituições financeiras emitirão carta de fiança para as debêntures que serão lançadas desde o início do projeto.   O Programa de Parceria de Investimentos (PPI) pretende lançar até o final de 2016 mais 33 projetos, na tentativa de ampliar os investimentos da...