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24/02/2017 - CONFIANÇA DO EMPRESÁRIO DO COMÉRCIO

Há dez anos, o título do artigo era “Intervenções militares americanas”. Mais de 200 desde 1776, quando da sua independência. Desde início de janeiro novo presidente americano, Donald Trump está trazendo certa inquietação sobre prováveis sanções ao comércio internacional, o que não é bom indício, para países em recuperação. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) calcula mensalmente o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC). Agora em fevereiro o comércio está mais confiante 18,6% do que há um ano, alcançando 95,5 pontos. Subiu 1% em fevereiro. Apesar da alta, o indicador está abaixo da zona de indiferença (100 pontos). Na análise da CNC os comerciantes ainda preveem dificuldades, em razão do elevado desemprego e contração da renda média nacional. A confiança dos comerciantes tem se elevado devido ao recuo da inflação e à queda dos juros básicos. Acredita a CNC que o comércio em 2017 se estabilizará. Quanto a crescer não se arrisca a...

23/02/2017 - BC COM QUEDA MAIS RÁPIDA DE JUROS

A segunda reunião do ano do Banco Central (BC) ocorreu ontem e o segundo corte da taxa básica de juros (a SELIC), igual, de 0,75%. Na sequência de dois outros cortes de 0,25% cada. Vale dizer que a SELIC ingressou em nova rota de queda mais rápida de juros, já tendo reduzido 2%. Mesmo assim, a SELIC está elevadíssima, em 12,25% anuais. O mercado financeiro projeta SELIC de 9,5% e inflação de 4,2%, no final de 2017. Já, para 2018, a SELIC de 9% e inflação no centro da meta de 4,5%. Isto é, devido ao provável crescimento, a inflação não se reduziria da casa dos 4%, para 3%, como gostaria Ilan Goldajn, extrapolando maior elevação do PIB, na linha ortodoxa do presidente do Banco Central. Embora tenham sido baixadas, as projeções financeiras indicam taxa real de juros na casa de 5%, ainda muito elevada, em relação a uma média, por volta de 1%, praticada pelos países desenvolvidos. O fato é que os preços dos alimentos em queda, desde o final de 2016, levaram a redução da taxa infl...

22/02/2017 - EMBALAGENS CAÍRAM MAIS DO QUE O PIB

Há dez anos, o impacto do PAC se fazia sentir com a edição de sete medidas provisórias e quatro projetos de lei. Os investidores continuavam apoiando o segundo mandato de Lula, as commodities estavam com preços elevados, às previsões eram de que o PIB não cresceria menos de 3,5% e ele cresceu 5,7%. Outros tempos. O embalo era na área de infraestrutura. No ano anterior tinham sido aprovadas as Parcerias Público-Privadas (PPP). Porém, como a Petrobras representava 30% dos investimentos públicos, Lula mudou de ortodoxo do primeiro mandato, passou a heterodoxo. Em aliança com Hugo Chávez definiria duas refinarias, uma no Maranhão e outra em Pernambuco. Além disso, aprovou a lei de conteúdo local, que permitia comprar equipamentos com até 80% de conteúdo nacional. As respostas para as PPP foram poucas e a Petrobras partiu para o caminho da autossuficiência, via exploração na camada do pré-sal. Hoje 50% são dela. Só não se imaginava que a Petrobras fosse saqueada, conforme tem revelad...

21/02/2017 - REVER REGULAÇÕES PARA AMPLIAR INVERSÕES

Veio do Ministério do Planejamento uma série de notícias de estratégias para elevar a taxa de investimento. Era o que ele deveria fazer. Projetar o longo prazo. O Secretário de Planejamento, Marcos Ferrari, anunciou que, em março será feito um pacto entre os três poderes, visando retomar investimentos, para recuperar o patamar de dois anos atrás. As ideias estão em alterar a Lei do Sistema Nacional de Aviação e a Lei de Portos, mudando regulações nos segmentos ferroviários e aquaviários. Estimular a integração das malhas, reduzindo custos de transportes. No Congresso já há um projeto de lei para nova fase de repatriação de ativos. Ademais, seis medidas já foram anunciadas. A primeira é a mudança na regra de conteúdo local nas áreas de petróleo e gás, cujos investimentos somariam R$236 bilhões, em dez anos. A segunda é a venda de terras para estrangeiros, por R$72,7 bilhões, em dois anos. A terceira é a alteração das regras das telecomunicações, para captar R$34 bilhões em dez an...

20/02/2017 -SEMIÁRIDO DESLANCHE DE ENERGIA SOLAR E EÓLICA

O fenômeno das secas ocorre numa poligonal, composto de nove Estados do Nordeste brasileiro, Alagoas, Bahia, Sergipe, Pernambuco, Paraíba, Ceará, Rio Grande do Norte, Piauí, Maranhão, mais o Norte de Minas. O Polígono das Secas abrange mais de 20% dos municípios nacionais (1.135), ocupando 18,2% do território (982.566 km2), abrigando por volta de 11,84% da população do País, 24 milhões de cidadãos, sendo 63% residentes nas cidades e 37% na área rural. Na faixa etária de 0 a 17 anos, crianças e adolescentes, encontram-se 42% da população. Dos nove Estados do Nordeste, metade tem mais de 85% das suas áreas sujeitas às secas. Em Minas Gerais a área do semiárido é 18% do total. Norte Mineiro e Vale do rio Jequitinhonha. A existência de sol a pino tinha sido pouco usada, somente 0,02%, em 2015. Não obstante a forte recessão, de 2015 para 2016, a instalação de placas solares em telhados cresceu 322%. O potencial regional é de 180 gigawatts (GW). Neste ano, o Brasil atingirá 1 GW. ...