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27/01/2017 - LIMITES DE PROGRAMA DE GOVERNO

Há dez anos, nesse mesmo dia, o País debatia o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1). O artigo era intitulado de “Opiniões contra e a favor”. O governo festejava como um resgate do planejamento de longo prazo, após quase 30 anos. Os seus críticos se referiam que o PAC 1 era tímido. Os limites eram dados pela participação da União com cerca de 20% das inversões, sendo 30% delas a cargo da Petrobras. Ou seja, 14% efetivos da União e 6% da petroleira. No final do PAC 1, segundo o governo 40% realizado, veio o PAC 2, interrompido, pelo déficit público de 2014 e pelos escândalos de corrupção na Petrobras. O PAC 3 nem começou. Na verdade, os presidentes da República, depois do fim dos planos de desenvolvimento (1949-1979), antes de serem eleitos, sejam Tancredo Neves, José Sarney, Fernando Collor, Itamar Franco, Fernando Henrique Cardoso, Lula, Dilma Rousseff, Michel Temer, fizeram campanha se referindo a um plano, um programa, uma agenda, uma plataforma, uma ponte, ou sej...

26/01/2017 - DÍVIDA PÚBLICA ELEVOU-SE 12%

Há dez anos acontecia o Fórum Econômico Mundial, cujo artigo se intitulava “Comentários no Fórum de Davos”. O ex-presidente Lula esteve presente, captando recursos. O PAC era objeto de exame e a revista The Economist dizia que ele era tímido. Por sua vez, o presidente do maior grupo bancário de então, o Citigroup, William Rhodes, elogiava o presidente do BC de Lula, Henrique Meirelles, que ficou todos os oito anos de Lula no poder, atual Ministro da Fazenda de Michel Temer. Neste ano, ele também esteve lá, buscando atrair recursos. A dívida pública existe no Brasil desde 1822, quando o império brasileiro assumiu a dívida de Portugal com a Inglaterra, principalmente por conta das guerras napoleônicas. Ademais, as guerras de independência contra Portugal gerou também dívida, que foi acrescentado ao estoque. Assim, existência da dívida pública é um dos maiores problemas da gestão nacional, dado que ela tem sido rolada e consome cerca de 50% do orçamento público. Dá, então para ...

25/01/2017 - PLANO ECONÔMICO AUSENTE

Desde 1979, quando o presidente militar João Figueiredo abandonou o III PND, dizendo que iria lançar “pacotes” econômicos, para seguir as orientações do FMI, que o Brasil abandonou o planejamento global de longo prazo, feito com oito planos de desenvolvimento. Há dez anos, no dia 25-01-2007, o artigo se denominava “Desenvolvimento light”. Lembrava-se que o ex-presidente Lula, em campanha até 2002, referia-se ao resgate do planejamento global, mas que no seu primeiro mandato (2003-2006) foi neoliberal, mais ortodoxo do que FHC. Porém, no seu segundo mandato (2007-2010) iria ser heterodoxo “light”, mediante lançamento do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC 1), em 21-01-2007. O PAC foi um programa de infraestrutura, elevando o crescimento econômico para incremento médio anual de 4,65%. A direção foi correta. Porém, Lula não fez as reformas econômicas, como FHC também não fez, para o País ter crescimento autossustentável, aprofundando a intervenção do Estado, criando mais órg...

24/01/2017 - BOLSA MAIOR ALTA EM QUASE CINCO ANOS

As previsões do mercado financeiro continuam melhorando. A estimativa é de que a inflação oficial terminará 2017 em 4,71%. Para a taxa básica de juros, a SELIC, a projeção é de que encerre em 9,5%. Ambas, já vem caindo significativamente. A perspectiva da inflação é de que encerre o ano próximo da meta de 4,5%, fixada pelo Conselho Monetário Nacional. A respeito da SELIC, o mercado continua confiante de que termine o exercício em um dígito. Depois da reunião do início do mês, na qual a taxa SELIC foi reduzida em 0,75%, além das declarações do presidente do Banco Central, Ilan Goldfjan, de que haverá outras quedas de 0,75%, o mercado está mais otimista com a recuperação da economia brasileira. Como a bolsa de valores se antecipa aos fatos se aproxima de 66 mil pontos, tendo a maior alta em quase cinco anos. O recorde da bolsa brasileira foi em maio de 2008, aos 73 mil pontos. O menor aconteceu no final daquele ano, aos 37 mil pontos, nos últimos oito anos. O dólar comercial caiu ...

23/01/2017 - RECUO DA INDÚSTRIA DE AÇO

A gravidade da recessão levou a indústria brasileira de aço a adiar investimentos de US$3,2 bilhões. O período em referência foi de janeiro de 2014 a junho de 2016. Foram desativadas 83 unidades produtivas e foram demitidos 40 mil trabalhadores. O Instituto Aço Brasil informou que se trata da maior crise da sua história. Só em 2016, a produção de aço caiu 9,2% e de 7,7% na de laminados. No ano passado, a produção de aço foi de 30,2 milhões de toneladas e de 20,9 milhões de toneladas de laminados. A produção mundial de aço totalizou, em 2016, 780 milhões de toneladas, da qual mais de 400 milhões para a China. Os segmentos demandadores de 80% da matéria prima são os automóveis, máquinas, equipamentos e construção civil. Juntos, eles recuaram 11,8%, em onze meses de 2016. Em relação a 2013, a queda é de 32%. As perspectivas não são boas, em curto prazo, haja vista que os juros ainda estão bastante elevados. Se a SELIC continuar caindo, entre 0,75% ou 0,50%, haverá pelo meno...