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26/12/2016 - PREVISÕES PÓS-NATALINAS PARA 2017

Passado o Natal, a pergunta mais recorrente é se o ano de 2017 vai ser melhor ou pior do que 2016? Há poucos dias o general Eduardo Vilas Boas, comandante do Exército Brasileiro gravou um vídeo de 3 minutos para os seus pares, afirmando que 2017 será pior do que 2016, inclusive com repercussão de baixa nos salários. Não disse em que método se baseou. O achismo não vale. O fato é que os economistas costumam fazer análise da regressão, mediante dados estatísticos e formulação de equações matemáticas, definindo uma ou mais equações teóricas, que permitem fazer previsões de tendências racionais. Isto é, extrapolação de tendências. Claro, as previsões não serão iguais à verdade, mas ficarão perto dela, em situação de normalidade. Se acontecer um desastre ou um boom, os resultados serão bastante diferentes. O IBGE possui registros das contas do PIB desde 1901. Na sequência histórica, o triênio de 1929-1931 é o quarto pior da história, visto hoje, o primeiro, da época. Vivia-se a G...

25/12/2016 - SANEAR BNDES E ADEQUAR FINANÇAS

O BNDES devolveu R$100 bilhões ao Tesouro Nacional, dinheiro este que compôs um pacote destinado pelo governo, de R$500 bilhões, tomado ao mercado financeiro, através da venda títulos públicos, feito na gestão da ex-presidente Dilma, como forma de atender aos reclames do grande capital, em dispor de crédito de longo prazo, a juros subsidiados, vez que fora tomado, em média, a 14% ao ano, emprestado à taxa média de 7% (à metade). Tal dinheiro estava repousando na dívida pública, tanto por parte do BNDES como por parte das empresas tomadoras, visto que o grande capital está capitalizado e não “precisa” de dinheiro do governo, a não ser subsidiado, o que se torna aplicação financeira. O valor devolvido corresponde a 1,6% do PIB, estimado em R$4,3 trilhões, que será abatido da dívida bruta, hoje em 70,3% do PIB. O Banco Central está ganhando a luta contra a inflação, que poderá fechar este ano no teto da meta de 6,5%, devido ao fato de que a inflação de novembro veio muito baixa...

24/12/2016 - MEDIDA PROVISÓRIA VÁLVULA DE CORRUPÇÃO

A Constituição de 1988, a sétima brasileira, descende de um vício autoritário do poder Executivo, desde a independência de 1822. A Constituição Cidadã é a melhor de todas, dando fim ao instrumento ditatorial chamado de decreto-lei, qual seja uma decisão do Executivo que entrava imediatamente em vigor. Porém, trouxe em seu texto a Medida Provisória (MP), para ser usada em caso de urgência, em desastres, cheias, excessos de chuvas, secas, epidemias. Ou seja, medidas que a justificassem, entrando imediatamente em vigor, na data da sua edição, tendo prazo de 90 dias para ser aprovada pelo Congresso. Aos poucos foi sendo banalizada. Como exemplo, o Plano Real, de 1994, foi reeditado 17 vezes. Os lobistas brasileiros sentiram na MP a formas de influenciar os poderes para fazerem valer seus interesses. Daí, para introduzir a corrupção nas obras públicas ou nas vantagens do sistema tributário foi um pulo. A última MP, acerca da distribuição de 15% para municípios, da multa sobre repatri...

23/12/2016 - ACORDO DA ODEBRECHT É O MAIOR DO MUNDO

O grupo Odebrecht pagou US$1 bilhão em propinas para realizar obras em doze países, sendo multado em R$6,9 bilhões, ficando a ser pago ao Brasil R$5,3 bilhões (80%), R$1,6 bilhões aos EUA (10%) e Suíça (10%). A multa será paga em 23 anos, conforme o Departamento de Justiça dos EUA (DOJ), que assinou acordo de leniência com a empreiteira. Sem entregar nomes, referiu-se aos propineiros como ministros, autoridades e políticos influentes. As propinas foram pagas de 2001 a 2016. Do valor de US$1 bilhão de propinas, mais de R$3 bilhões, o DOJ estimou que o citado grupo recebesse em troca de benefícios quatro vezes mais com os contratos, ultrapassando R$12 bilhões. Dos acordos realizados na justiça americana de Nova York o da Odebrecht é o maior. Seguem-lhe o da Siemens, de US$800 milhões, em 2008; o da Alstom, de US$772 milhões, em 2014; o da BAE Systems, de US$400 milhões, em 2016. Os papeis divulgados, a maioria deles fora fornecido pela justiça brasileira, que tinha assinado acordo...

22/12/2016 - AUMENTO NO DESALENTO

  Desemprego no Brasil é menor porque menos pessoas procuram emprego. Segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA) há um fenômeno não captado na pesquisa mensal do IBGE sobre amostra de domicílios de forma contínua (PNAD-Contínua), qual seja de que pessoas deixam de buscar emprego por não acreditarem que conseguirão a vaga, reduzindo a taxa de desemprego oficial. Assim o desemprego calculado pelo IPEA, incluindo a taxa de desalento atingiria 12,4%, no terceiro trimestre, ao invés de 11,8% registrados na PNAD-Contínua. Os pesquisadores do IPEA também revelaram que a taxa de participação, que indica o percentual de pessoas em idade de trabalhar, na verdade, a população que seria economicamente ativa ou que estão de fato no mercado de trabalho, caiu de 61,6%, no segundo trimestre, para 61,2%, no terceiro trimestre, traduzindo-se em aumento do desalento. Se a taxa de participação se tivesse mantido no mesmo nível de um ano atrás, de 61,4%, no terceiro trimes...