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26/10/2016 - MODELO DE CONTROLE DE GASTOS DO GOVERNO

A PEC 241 é aquela que foi aprovada pela Câmara, em primeiro turno e, ontem, em segundo turno, obtendo 259 votos a favor; 116 contra e 2 abstenções. Agora irá para o Senado. A PEC 241 irá trazer um novo modelo econômico, agora baseado na redução do tamanho do governo federal, que cresceu da casa dos 10% e alcançou a casa dos 20% do PIB nos últimos 50 anos. A observação das contas nacionais é de que, depois do grande crescimento econômico dos anos de 1970, a economia brasileira se estagnou pela própria matriz econômica, baseada no petróleo, cujos preços foram para a estratosfera naquela década. A inflação passou de 100%, em 1980. A saída encontrada nos anos de 1980 foi a expansão dos gastos do governo, atitude claramente inflacionária. Vários programas de estabilização foram aplicados, tais como Plano Dornelles, de congelamento parcial; Plano Cruzado, congelamento geral; Cruzado II, pacote fiscal; Plano Bresser, congelamento global; Plano Verão, congelamento global; Plano Collor,...

25/10/2016 - PROGRAMA DE INTEGRAÇÃO NACIONAL

Como parte integrante do período chamado de “milagre brasileiro” (1967-1973), qual seja fazer o Brasil Grande economicamente foram criados o PIS, o PRODOESTE, o POLONORDESTE, o PRORURAL, o RADAM e o PIN - Programa de Integração Nacional, cujo eixo seria a construção da TRANSAMAZÔNICA, iniciada há 40 anos, uma grande obra inacabada, para interligar a região Norte, partindo do Estado do Pará para o Estado do Amazonas. Os governos militares tinham slogans nacionalistas. O do PIN era “integrar para não entregar”. Na ponta da rodovia, no Estado do Pará, encontra-se a cidade de Altamira, onde está sendo construída a hidrelétrica de Belo Monte, que, depois de pronta será terceira maior usina do mundo, somente perdendo para Itaipu e Três Gargantas (China). Em linha reta, a rodovia dista para Belém, capital do Pará, cerca de 450 quilômetros. Na outra ponta da estrada, no Estado do Amazonas, está a cidade de Lábrea. Em linha reta é distante 700 quilômetros da capital Manaus. Foram des...

24/10/2016 - DOENÇAS DO ENDIVIDAMENTO

A forte recessão continua. Vai-se aproximando de três anos, visto que se iniciou no segundo trimestre de 2014. A pesquisa Focus do Banco Central divulgada nesta semana a ampliou em um centésimo, passando a previsão de – 3,22%. O mais agravante é o numero de marginalizados da economia formal. Em País de 205 milhões de habitantes há 12 milhões em desemprego aberto; mais 10 milhões aptos ao trabalho, mas que não trabalham segundo recentes dados da PNAD Contínua do IBGE. Considerando mais aqueles em subemprego ou em emprego disfarçado de 40% da população economicamente ativa de mais de 100 milhões, tem-se o total de mais de 62 milhões de indivíduos infelicitados. Ou seja, mais de 30% dos brasileiros apresentam problemas de convívio e doenças de endividamento. Pesquisa do Serviço de Proteção ao Crédito, em conjunto com a Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas, mediante levantamento no País, realizando apenas com consumidores que têm três contas em atraso, revelou uma série ...

23/10/2016 - CAPITALISMO DE ENCOMENDA

A agência internacional de risco Moody’s melhorou o rating da Petrobras, passando sua nota de B3 para B2, avaliando que a empresa tem menor risco de liquidez e perspectivas de melhorar o desempenho operacional da companhia no longo prazo. A mesma visão é para um país ou região. Ao mesmo tempo, a projeção dos ratings foi alterada de negativa para estável. A Moody’s informou que as ações da petroleira apresentarão grandes ganhos, visto que está bem administrada, perante melhores ganhos do Brasil, nos últimos meses, no ambiente regulatório. Este é um melhor sentimento dos mercados, segundo ela. O capitalismo é de encomenda porque mostra a indicação que quer para um país, região ou cidade. Se os agentes econômicos estão contra. Ele pune. Tal como faz agora a Moody’s, baseada em Nova York. Todas as agências de risco agem assim, tal como a Fitch e a Standard & Poor’s. A maioria delas de Nova York, centro do capitalismo. A regra de ouro, bastante óbvia, é de que o capital vai onde ...

22/10/2016 - MAIS UM INDICADOR GERAL DE PERCALÇOS DA RETOMADA

Em 2010, o Banco Central (BC) iniciou o cálculo de indicadores proxies dos três setores produtivos, agropecuária, indústria e serviços, retroagindo a 2003, objetivando antecipar a divulgação do PIB, calculado pelo IBGE. A média deles chamou de Índice do Banco Central do Brasil (IBC-Br). Anteontem, o BC anunciou o indicador cheio do mês de agosto de – 0,91%, em relação a julho, que já tinha caído - 0,09%. No acumulado de doze meses se chega a – 4,98%. Isto é, 5%. Um número bomba, principalmente se tratando de órgão do governo federal, tradicional defensor ou apontador de bons resultados.   O citado índice é quase mais de 2% do que o mercado financeiro está esperando (- 3,2%), de consultados semanalmente pelo próprio BC, na pesquisa Focus. Em agosto, o IBC-Br atingiu 132,78 pontos na série com ajustes sazonais, pior resultado desde dezembro de 2009, quando marcou 131,22 pontos, único ano levemente recessivo da era de Lula (- 0,2%). Naquela época, o governo lutava para dimi...