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23/09/2016 - PIB NEGATIVO NOS ESTADOS

Conforme artigo de ontem, de Marjorie Moura, no jornal A Tarde: “Um estudo do PIB por Estados, elaborado pelo Departamento Econômico do Banco Santander foi divulgado ontem, mostrando que todas as unidades da federação vão encerrar o ano com crescimento negativo. Nas regiões Norte e Nordeste o impacto da crise econômica foi ainda maior e vai superar, em alguns casos, a média nacional, cuja contração prevista é de 3,3%. Na Bahia, a queda estimada é de 4,4%. Em Pernambuco, 5,2% e no Ceará, 2,9%... Na região Nordeste a redução expressiva da atividade da construção civil, principalmente nas grandes obras públicas foi o principal motivo da queda do PIB. Na Bahia, que possui uma maior diversificação dos setores produtivos, os segmentos que mais puxaram o índice para baixo foram a atividade petroquímica, metalúrgica e a fabricação de veículos”. A forte recessão no País se deve principalmente à desativação de várias atividades da construção civil, em razão das investigações da operaç...

22/09/2016 - ARRECADAÇÃO DESABOU EM AGOSTO

Dados do Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI) mostra que o recolhimento de tributos caiu 9% em agosto, perante igual mês do ano passado. O resultado surpreende, visto que era esperada estabilidade e não redução do nível de atividade econômica. Isto quer dizer que ainda não se chegou ao fundo do poço em agosto. Em um ano, a arrecadação caiu 7,6%. Ainda que se busquem causas fora do forte quadro recessivo, como a greve de fiscais da Receita Federal em julho, os tributos que incidem sobre os lucros vinham crescendo, mas recuaram em agosto, como exemplo a CIDE, que é sobre combustíveis, em 16,5%, e o IPI, em 19%. Em face dessa situação, os governadores estão pedindo compensações, tendo a maioria deles ameaçado de decretar calamidade financeira se o governo não elevar repasses. O problema é maior quando a esperada recuperação da economia se baseia em segmentos produtivos que pagam menos impostos, tais como as exportações. Para o ex-secretário d...

21/09/2016 - MP 241 INSUFICENTE

A Medida Provisória 241 (MP 241) é aquela pela qual o governo federal pretende elevar ao teto anual os gastos do governo. A ideia é diminuir o tamanho do governo, que não tem parado de crescer. Por seu turno, a retomada da economia ainda não virou realidade, consoante dados de agosto, coletados pela Fundação Getúlio Vargas, aplicando metodologia do Conference Board dos EUA, mostram que certos indicadores de agosto recuaram pelo segundo mês consecutivo, tais como o desemprego, a produção de papel ondulado e o consumo de energia industrial, embora com estabilidade nas vendas do comércio, escolhidos nos vetores que levaram a queda. Nada obstante, pelo sétimo mês seguido, as expectativas dos investidores do mercado financeiro, dos consumidores e dos empresários do setor de serviços cresceram. A crítica dos empresários da política econômica do governo de Dilma se deve principalmente ao aumento do endividamento público, de 50%, em 2013, para 70% do PIB, em meados de 2016, cujo serv...

20/09/2016 - LIXO URBANO EM ENERGIA LIMPA

Problemas de 5.565 municípios brasileiros com o lixo urbano. Primeiro, que até os grandes municípios, como as capitais, não fazem a coleta seletiva de lixo. Para aqueles que fazem é preciso seguir um caminho longo e caro. Assim, a coleta do lixo tem que passar por reciclagem, fazer a disposição final do resíduo no aterro. Parte fica em decomposição, quando o processo gera o gás metano; parte para central de tratamento, quando o gás limpo se torna combustível para a usina. A queima de combustível gera energia, através de termelétrica, distribuída pela rede elétrica, chegando ao consumidor. Como exemplo, o grupo Solvi, desde 2011, na Bahia, inaugurou a Termoverde Salvador, a primeira do Nordeste, a qual tem capacidade de geração de energia de quase 20 megawatts, transformando diariamente cerca de 2,8 mil toneladas de lixo em energia elétrica. Referida termelétrica pode suprir o consumo de energia de 200 mil pessoas no Estado. No dia 16, passado, inaugurou o citado grupo, em Sã...

19/09/2016 - SIMULAÇÃO DA CAPITULAÇÃO DO GOVERNO

A revista Exame pediu ao economista Juan Jensen, da consultoria 4E, do que poderia ter acontecido no caso da presidente Dilma tivesse mantido um mínimo de crescimento econômico nos últimos três anos. “Ele chegou a essa taxa tomando a média de expansão da economia brasileira de 2004 a 2013 e descontando o efeito da crise internacional (que para a ex-presidente Dilma Rousseff é a única causa da recessão). Para estimar o desconto, Jensen analisou o desempenho de Chile, Colômbia e Peru, países igualmente afetados pela crise, mas que mantiveram políticas sólidas de controle de gastos, e conseguiu isolar o peso da desaceleração global. O resultado é que, se tivesse repetido o comportamento dos vizinhos, o Brasil teria crescido, em média, 2,1% ao ano de 2014 a 2016. Essa modesta taxa de crescimento teria produzida uma riqueza acumulada de 1,5 trilhão de reais no período. Isso equivale a 25% do produto interno bruto projetado para 2016 ou, em outras palavras, é como se tivesse sido joga...

18/09/2016 - FECHAMENTO MAIOR DO QUE ABERTURA DE EMPRESAS

Pela primeira vez, desde que o IBGE, em 2008, iniciou o Cadastro Central de Empresas houve o registro líquido de fechamento de 944 mil empresas em 2014, quando se demonstraram ativas 4,6 milhões. Isto é, em 2013, o País tinha 5,544 milhões de firmas registradas. Portanto, no primeiro ano de início da recessão, que se deu no segundo trimestre, a redução alcançou 17%. Um número pavoroso de quebras. Em 2014, as 4,6 milhões de empresas ativas empregavam 41,8 milhões de pessoas, das quais 35,2 milhões, equivalentes a 84,2%, eram assalariados, além de 6,6 milhões, ou seja, 15,8% serem sócios ou proprietários. Os salários pagos em 2014 totalizaram R$939,8 bilhões, perante um salário médio mensal de R$2,03 mil, equivalente a 2,8 salários mínimos médios mensais. O levantamento do IBGE se refere ainda a que a idade média das empresas brasileiras era de 10,6 anos. Os dados estão a demonstrar que há grande rotatividade de vida empresarial no Brasil. Viver somente 10,6 anos não se chega nem ...