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01/03/2016 - PROGRAMA DE ACELERAÇÃO DO CRESCIMENTO 3

Idealizado no início de 2007, o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) reunia as maiores obras públicas e projetava o correto sentido do grande progresso que deveria ser alcançado. Naquela época, o PIB cresceu mais de 5% ao ano, sendo a média dos oito anos do presidente Lula de 4% anuais. O PAC é de investimentos necessários para a infraestrutura, conduzido pelo Estado, provocando na economia o efeito multiplicador, segundo Keynes, atraindo o “espírito animal” do empresário para realizar o efeito acelerador. Assim, obtendo crescimento econômico que, teoricamente, é sustentável, ainda conforme Keynes. Já, no segundo mandato do presidente Lula, a candidata dele, Dilma Rousseff, foi lançada como a mãe do PAC. O Brasil fechou 2010 com crescimento de 7,6%, o presidente Lula encerrou o seu segundo mandato com 83% de aprovação e a mãe do PAC foi eleita presidente da República. Logo, lançou o PAC 2, e, no arroubo de que ganharia um segundo mandato, adiantou o PAC 3. O investimento ...

29/02/2016 - RECUPERAÇÃO AINDA ESTÁ DISTANTE

De uma maneira em geral, os economistas não estão vendo ainda a luz no fim do túnel. Vários indicadores conduzem a isso. Assim, (1) a demanda agregada continua fraca tanto no mercado interno como no externo; (2) desconfianças dos consumidores e investidores continuam; (3) alto nível de endividamento das famílias e das empresas; (4) dúvidas pairam quanto a se o ajuste fiscal foi ou não suficiente; (5) incertezas no cenário político; (6) erros na política econômica. Enfim, são muitas as razões que os economistas ficam em dúvida quanto a se a crise pode se aprofundar antes de a economia retomar o crescimento nos próximos meses. Os brasileiros estão à procura do fundo do poço, na esperança de que a economia está prestes a recuperar-se da assombrosa queda que atravessa. A desvalorização cambial tornou as exportações mais competitivas, enquanto a produção nacional ganha espaço no mercado interno, estimulando o aumento da produção. Mas, o impulso positivo é pequeno devido à desacele...

28/02/2016 - INFLAÇÃO DESACELERA

Menos mal, a inflação desacelera. Porém, continua o mal da recessão e do consequente desemprego. A contribuição da piora do mercado de trabalho no processo de desaceleração inflacionária é fato. Os preços não poderão crescer tanto, visto que a demanda estará sendo reprimida por queda persistente na renda dos brasileiros. Por outro lado, o reajuste dos salários vem agravando ainda mais o desemprego. O último aumento do salário mínimo foi de 11,6%. O encarecimento da mão de obra força os capitalistas a poupar trabalho ou maximizar o seu uso. Pesquisadores da Fundação Getúlio Vargas projetam uma taxa de desemprego de 12% neste ano. O Banco Itaú estima 13% de desocupados em 2017. Há praticamente unanimidade de que a inflação atingiu seu pico no ano passado, quando atingiu 10,7%. Para este ano, 120 analistas financeiros consultados semanalmente pelo Banco Central, projetam a inflação deste ano entre 7% a 8% e em 2017 seria ainda menor, convergindo para o teto da meta de 6,5%. A teori...

27-02-2016 - FINANCIAMENTO IMOBILIÁRIO PRÓ-COTISTA

A conta gotas o governo federal abre as torneiras do crédito oficial, dos quais tinha prometido pelo menos liberar R$55 bilhões, que fora o dinheiro que o Tesouro desembolsou para “pagar as pedaladas” fiscais. Ou seja, uso inadequado de dinheiro dos bancos estatais, para financiar gastos públicos, condenado pelo TCU e por isso mesmo honrados. Claro, que o financiamento sempre para fazer crescer os setores produtivos. Para este ano, o orçamento da linha de crédito para financiamento imobiliário, chamada de pró-cotista do FGTS, tinha orçamento de R$1 bilhão e acabou em dois meses. A demanda é grande porque o financiamento que pode atingir a 30 anos, pode financiar até 85% da casa própria, a taxa de juros de 8% ao ano, mais Taxa Referencial (TR), sendo a TR um resíduo entre as diferenças de taxas de juros do mercado interbancário, geralmente menor que 1% ao ano. Os recursos obedecem a três princípios do crédito (quem trabalha em banco de fomento, analisando projetos de longo...

26/-02/2016 - DIVERGÊNCIAS ATRAPALHAM MAIS AINDA

Neste final de semana haverá a reunião do 36º Aniversário do Partido dos Trabalhadores (PT). A presidente Dilma não confirmou ainda presença, visto que aumentam as áreas de atrito entre eles. Há pelo menos cinco divergências entre ambos. A primeira se deveu no começo do segundo mandato (2015), quando o ajuste fiscal cortou direitos trabalhistas adquiridos, ficando contra o PT, pela sua referência programática. O ajuste fiscal ficou (está) incompleto, resultando não em superávit previsto, mas em déficit primário, em 2015, repetindo déficit primário em 2014. Ademais, a equipe econômica, que prometeu superávit de 0,5% do PIB neste ano, mas já anunciou que poderá pedir a mudança da meta, para déficit primário de R$60 bilhões, por volta de 1% do PIB, o que fica clara a incompetência na gestão pública, criticada tanto por Lula como pela cúpula do PT. A segunda, agora com a mudança do ministro da Fazenda, e no segundo ano do referido mandato (2016), falando agora a equipe econômica que...

25/02/2016 - ÚLTIMO SELO DE BOM PAGADOR

Há três agências de risco consagradas pelas instituições capitalistas, que recomendam financiamentos internacionais, para grandes empresas e países. A maior certificadora mundial, a Standard & Poor’s (S&P) retirou o selo de bom pagador do Brasil, em setembro de 2015. Cinco meses depois, a S&P rebaixou mais uma vez. A nota foi reduzida no dia 17, passado, de BB+ para BB, tendo a S&P apontado perspectiva negativa da economia nacional. A segunda maior certificadora, a Fitch, retirou o grau de investimento, no final do ano passado. Isto é, colocou o país como local de especulação de capitais. A terceira maior certificadora, a Moody’s, ontem, rebaixou dois graus de vez, retirando a sua garantia de que o Brasil não daria calote, possibilidade temida pelos capitalistas, visto que geralmente em moratórias costumam perder, seja de juros seja de principal, dos seus créditos. A nota Ba2 é ruim e ainda o País foi colocado em perspectiva negativa, de rebaixar ainda mais a cit...

24/02/2016 - PIOR DO QUE ANTES DE 2003

O que está pior do que antes de 2003 é que o governo da presidente Dilma nunca teve uma agenda de gestão econômica. Assim, está muito pior do que o ex-presidente Lula, que, em oito anos, conseguiu incremento do PIB de 4% ao ano, bem pior do que os oito anos do presidente FHC, que construiu taxa de incremento do PIB de 2,3% anuais, está bem pior do que a gestão de Itamar Franco, que obteve 4,9% ao ano de 1993 para 1994. Está cada vez mais próximo do desastre de Fernando Collor, dentre os presidentes eleitos pelo voto popular, desde 1960. A presidente Dilma parece que terá governo com crescimento médio anual muito mais próximo de zero do que de um, dadas às perspectivas sombrias de uma gestão que não se antecipa aos fatos. No seu primeiro triênio seguiu rigorosamente o governo de Lula, inclusive com seu Ministro da Fazenda, que não era o líder da equipe econômica anterior, e sim, Henrique Meirelles, presidente do Banco Central. Depois de fracassar em seguir a gestão anterior, medi...