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31/12/2015 - PARECE QUE ESTE ÚLTIMO TRIMESTRE É FUNDO DO POÇO

De esperanças, vive-se em todo o País, de que as coisas melhorem no Ano Novo, ou de que, no mínimo, parem de piorar. As estatísticas apontam na ligeira melhora na confiança dos agentes econômicos, de que o quarto trimestre do ano chegou ao fundo do poço, muito embora o caminho de volta seja o de ter-se ainda recessão entre - 2% a - 3%, conforme previsões semanais auscultadas com 100 instituições, pelo Banco Central (BC). Na coluna Contraponto da FSP de ontem, segundo Antônio Delfim Netto, um dos mais experientes economistas, afirma que há fatores positivos destes 2015. A balança comercial fechará com superávit perto de US$19 bilhões. As reservas externas estão em torno de US$370 bilhões. E de que até a presidente Dilma acredita no ajuste fiscal. Essa ironia à parte dele, visto que ela sempre foi contra, mas foi obrigada a adotar em 2015. Conta ainda o articulista que Lula teria dito que Delfim estava otimista demais. Porém, ele disse que tinha 87 anos, redundância, no entende...

30/12/2015 - PENÚLTIMAS PREVISÕES ECONÔMICAS DO ANO

A pesquisa mais esperada, do mundo econômico, é a divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC), após auscultar 100 analistas de instituições financeiras credenciadas. São basicamente três previsões: a do PIB, a da inflação oficial (pelo IPCA) e a da taxa básica de juros (a SELIC), relativas ao ano em curso e ao próximo ano. Nesta última previsão de 2015 e a de 2016, que começará. Portanto, é a previsão da espécie do BC, de tempo mais curto. A estimativa do PIB se manteve em – 3,7% para 2015; - 2,81% para 2016. Dois anos consecutivos de recessão. Geometricamente, 7% de recuo. A última vez que houve isto foi em plena Grande Depressão, 1930-1931. Portanto, os números das expectativas são muito sombrios. Como, por exemplo, do comportamento dos cidadãos com a chamada “depressão brasileira” instalada, aconteceu no dia 27, passado, em Salvador, Bahia, quando, devido a falsa mensagem de emprego, uma fila de cinco mil pessoas, começou a se formar, no domingo, no Sistema Nacional de Emp...

29/12/2015 - METAS DE 2015, SÓ PARA 8 MINISTÉRIOS

A atual gestão do governo central tem raio de ação ainda em 39 ministérios. Desde o início do primeiro mandato que há uma pressão para redução do gigantismo da máquina pública. Só neste ano, mediante ajuste fiscal, recessivo por natureza, a presidente há dois meses iniciou uma reforma administrativa para reduzi-lo de 39 para 31 ministérios. Mas, muito pouco foi feito, devido à dificuldade de acabar com privilégios e remanejar funções em comissão. Uma prova de que a máquina pública brasileira é administrável se vê, quando a presidente só estabeleceu metas de 2015 para 8 ministérios. Levantamento das FSP, divulgado no dia 27, passado, comparou a mensagem da presidente Dilma ao Congresso, no dia 2 de fevereiro, identificando 34 metas. Metade delas foi abandonada durante o ano. Somente 11 sairão do papel integralmente. Assegurava que a economia não entraria em recessão. O resultado global obtido é de grave queda do PIB. A maior delas depois de 25 anos. I - metas para a Educação. ...

28/12/2015 - CINCO ANOS DE INDICADORES DETERIORADOS

No início deste ano o governo federal afirmou que iria ter superávit primário de R$66 bilhões. Mas, fechará o ano com déficit primário de R$120 bilhões, correspondentes a – 1,6% do PIB. Em 2010, houve uma economia de 1,8% do PIB para pagar juros. Como se repetiu em 2015, déficit primário, pelo segundo ano consecutivo, isto foi decisivo para a retirada do grau de investimento pela Standard & Poor’s, em setembro e pela Fitch Ratings, em dezembro. Gastar mais do que arrecada é um sério problema, visto que gasta mal. O reflexo é a queda vertiginosa do PIB, neste exercício, estimada pelo próprio governo em – 3,7%, quando em 2010, o PIB cresceu 7,6%. Assim, a dívida pública bruta saiu de 51,8%, em 2010, para 65,7%, em 2015. Em seguida, o descontrole dos gastos pressionou bastante a demanda agregada, passando a inflação de 5,9%, em 2010, para 10,7%, em 2015. Ademais, houve grande afetação das expectativas do setor privado. Por exemplo, em 2010, o Índice de Confiança da Indústria er...

27/12/2015 - CONTRATADOS PARA 2016

O maior contrato será logo em janeiro. A elevação do salário mínimo, que terá ganho real, conforme vem obtendo, desde a implantação do Plano Real, em 1994. O seu valor real já ultrapassou incrementos superiores a 150%. A previsão é de um reajuste de 11%. Este se propagará para a inflação. As expectativas do mercado financeiro são de que a inflação ultrapassará 7%, em 2016. A área dos vilões inflacionários se efetivará na educação, alimentação, energia, combustíveis e demais serviços.   Antes de 1994, a inflação era dada por inércia. Ficou esquecida por 20 anos, já que a inflação projetada era de perspectivas. Agora, a inflação voltou a ser inercial. Para o seu combate, o Banco Central continuará movendo ou não a taxa básica de juros. A dívida pública, superior a R%2,7 trilhões, renderá cerca de R$500 bilhões de juros. Terá que serem pagos ou rolados. A situação será ainda mais difícil, porque o Brasil perdeu o selo de bom pagador. O rumo de 2016 ainda será de ajuste fi...

26/12/2015 - RECESSÃO ESTIMADA EM R$240 BILHÕES

Os cem analistas do mercado financeiro, consultados semanalmente pelo Banco Central, projetaram nesta semana, um PIB de – 3,7%, um decremento equivalente a R$240 bilhões. Se considerada a população brasileira de 204 milhões, a cada brasileiro corresponderia R$1.176,47. Como a família tem cerca de três dependentes, o valor de vezes 4 seria de R$4.705,88, umas estimativa de quanto um cabeça do casal assumiria de retração em sua renda. O PIB calculado pelo IBGE, ajustado de R$5.690 trilhões, em 2014. Daria um PIB per capita de R$27.892,16. Dividido por 13 salários, seria de R$2.145,55. Recuando o PIB de 2015 para R$5,479 trilhões. Dividido por 206 milhões de cidadãos seria a renda anual de R$26.600,00. Dividido por 13 vencimentos seria de R$2.046,15. A quem pensar que cerca de R$2 mil não seria tão ruim. Ocorre que a renda não igualmente distribuída. Os mais de 200 milhões são detentores de renda do trabalho e renda do capital. Os analistas referidos estimaram ainda que o PIB de 20...

25/12/2015 - ECONOMIA NO NATAL

‘Vinde a mim as criancinhas!”. Frase atribuída a Jesus Cristo. Principalmente, em economia, a criança e o adolescente não devem trabalhar. Devem estudar. Sem dúvida, estudando, serão mais produtivos e contribuirão melhor para a economia, para o progresso. Dessa maneira, alvissareira é a noticia de que a exploração do trabalho infantil caiu 54% na Bahia, em 12 anos. A pesquisa divulgada nesta semana pela Superintendência de Estudos Econômicos e Sociais da Bahia (SEI), entre pessoas de 5 a 17 anos, mostrou queda estimada de 647 mil para 296 mil o número daqueles infantis que trabalham. A SEI se baseou na Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), cujos resultados são anuais. Porém, sobre emprego, a PNAD-Contínua, apresenta dados trimestrais. O lema do governo da presidente Dilma, é “Brasil, Pátria Educadora”, cuja propaganda correta é “toda criança na escola”. Quanto à “Pátria Educadora”, infelizmente, no ano em curso, ela cortou 30% das verbas para a educação, seguindo a...