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31/07/2015 - REFLEXÃO ORTODOXA DA SELIC

Na quarta feira, dia 29 deste, o Banco Central (BC), através do COPOM, aumentou a taxa básica de juros, a SELIC, em 0,5%, passando a 14,25% anuais. Isto encarece ainda mais o pagamento da dívida pública, o que parece uma irracionalidade, por que se cresce o montante dos juros e o estoque do endividamento, preocupando principalmente as agências de risco internacionais, visto que isto compromete o grau de confiança no pagamento de dívidas vincendas, mas, sob o ponto de vista ortodoxo, irá fazer inibir investidores e consumidores e, por isso, a inflação poderá recuar, no ano que vem. A elevação de juros básicos da economia não traz impactos no curto prazo, mas nos próximos meses. Não incorre imediatamente em efeitos, tal como é a cobrança de impostos, após a sua determinação. Em quatro reuniões do COPOM, em 2014, de março a setembro, a taxa SELIC ficou estável por 135 dias em 11%, quando os aumentos anteriores tinham sido de 0,25%. Porém, como a inflação recrudesceu bastante no per...

30/07/2015 - SUFOCO DA BUROCRACIA

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) promove com o IBOPE pesquisas sobre problemas brasileiros. O IBOPE ouve no mínimo 2.000 pessoas a cada estudo, o que tem credibilidade pela grande amostra estatística. O mais recente trabalho, sobre a burocracia, mostra que cidadãos se dizem sufocados pela citada barreira. Para 77% dos entrevistados o Brasil é um país muito burocrático, enquanto que 62% afirmam que a redução da burocracia deveria ser prioridade governamental. Devido ao grau de dificuldades para a realização de tarefas ou procedimentos em todo o País, grande parte dos brasileiros recorreu ao uso de despachantes, empresas especializadas, ajuda de parentes e amigos que podem influenciar na realização de procedimentos, mediante pagamentos, pouquíssimos fazem algo de graça, além de propinas. A pesquisa enumerou 25 opções de entraves. A mais frequente é de como fazer o imposto de renda. Em seguida, aparece o encerramento de uma empresa, depois a abertura de empresa. Mas, de...

29/07/2015 - DIMENSÃO DO MAIOR PROBLEMA ECONÔMICO

O maior problema econômico brasileiro se originou quando, para a Independência do País, em 1822, a Inglaterra exigiu que o Brasil assumisse a dívida portuguesa para com ela, visto que Portugal não tinha capacidade de pagá-la e o País tinha o mais alto potencial de então, em relação à metrópole. Ademais, foi a Inglaterra que guerreou com o Brasil contra Portugal para a independência e também cobrou o custo dessa guerra. Assim, o Brasil nasceu devendo. Muito pior, as exportações brasileiras de commodities sequer davam ou conformavam os pagamentos de juros e principal da dívida em vários anos, além da necessidade de importações. Dessa forma, a dívida externa era renegociada de tempos em tempos. As necessidades crescentes do governo também o levaram a constituir a dívida interna. Ambas, a dívida externa mais a dívida externa se constituem na dívida pública. Referida dívida nunca foi elidida. Pelo contrário, cresceu muito no tempo. Ficou clássica a frase de Antônio Delfim Netto nos a...

28/07/2015 - ARMADILHA DE GASTOS PÚBLICOS CRESCENTES

Repercute muito, ainda, a redução da meta de superávit primário, de 1,13% para 0,15% do PIB, isto é, de R$66,3 bilhões para R$8,7 bilhões, anunciada no dia 22 deste mês. O que está claro é a diminuição ainda maior da confiança dos investidores na economia brasileira, revelada principalmente pela quarta queda em pregões consecutivos na bolsa de valores, em quatro dias úteis, agora aos 48 mil pontos. Além do mais, o dólar também subiu pela quarta vez. Abriu o dólar comercial ontem em R$3,38 e fechou o dia em R$3,36. Trata-se da maior cotação daquela moeda desde março de 2003. Adicionalmente, ontem foi divulgada a dívida pública federal, que em junho subiu 3,5%, indo para R$2,580 trilhões. Há um ano era de R$2,2 trilhões. O incremento anual foi de 17,27%. Daqui a dois dias o Comitê de Política Monetária irá se reunir e os formadores de opinião do mercado financeiro, consultados pelo Banco Central, acreditam que a SELIC subirá mais 0,5%, indo para 14,25%. Do jeito que vai o endividam...

27/07/2015 - ACORDO DE TECNOLOGIA DA INFORMAÇÃO

A Organização Mundial do Comércio (OMC), através do seu diretor geral, o brasileiro Roberto Azevedo, convenceu 54 países a assinar um acordo de isenção de tributos sobre computadores, videogames, dispositivos de GPS, peças e componentes. Em escala mundial, os países signatários são 90% dos mercados de eletrônicos. A lista é de 200 eletrônicos. O Brasil não assinou e continua tributando eletrônicos importados, em média, de 20%, sem contar com outros tributos que incidem internamente. Protegido da concorrência o Brasil nunca será competitivo. As tarifas cairão nos países mais relevantes do mundo, tais como nos Estados Unidos, na China, no Japão, na Coreia do Sul e na Europa. O País fica fora de indústrias de cadeias internacionais de produção, com a divisão de fornecedores em diversos países. A justificativa governamental é de que protege empregos. Aqui já se viu este filme antes, quando existia a Lei da Informática, de 1984, havendo a explicação de que o Brasil daria um salto par...

26/07/2015 - PROJEÇÕES DOS BANCOS

Segundo os bancos, a recuperação da economia brasileira deverá ser realmente lenta. A expectativa negativa poderá também ser maior. O Banco Credit Suisse reflete uma queda neste ano entre - 1,8% a - 2,4% e – 0,5% para 2016. Os economistas do citado banco afirmam que será a primeira vez, depois de 1930-1931, que o País terá queda de dois anos consecutivos. Naquela oportunidade o mundo passava pela Grande Depressão, que durou de 1929 a 1937, a maior crise do capitalismo de todos os tempos. Dados do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (IPEA), o PIB caiu – 2,1% em 1930 e - 3,3 em 1931. O Banco Itaú também prevê recessão em dois anos. O Bradesco prevê recessão neste ano e estagnação no ano que vem. O Banco Santander projeta recessão neste ano e crescimento de 0,1% em 2016. Ao flexibilizar a meta do superávit primário, a equipe econômica ampliou o processo recessivo para pratica mente o segundo mandato da presidente Dilma. No seu primeiro mandato ela era proativa. Neste segund...

25/07/2015 - FINANCIAL TIMES VÊ CRESCENTE PODRIDÃO

O Reino Unido é um conjunto de países que tem como líder a Inglaterra, sendo sua capital Londres, sede do imperialismo inglês, este que dominou quatro séculos, que gerou o atual imperialismo americano, cabeça de chave da economia mundial desde o século XX. Porém, aquele não deixou de existir, visto que tem seu raio de ação, influenciando cerca de 120 países que falam a língua inglesa, sendo os mais desenvolvidos: Canadá, Escócia, Irlanda, Austrália, Nova Zelândia. Agem os dois impérios não mais como pai e filho, mas como irmãos solidários. A prova disto é que o Reino Unido mantém a sua moeda, a libra esterlina, há séculos e os Estados Unidos a sua, o dólar. A terceira força do imperialismo capitalista é a Zona do Euro. Obviamente, a imprensa londrina tem grande influência opinativa, destacando-se o jornal Financial Times (FT), centenário e conservador em assuntos econômicos, criticando aqueles países que não se enquadrem nas regras de estabilidade do sistema. Nesta semana, o ...