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30/04/2015 - DESEMPREGO SE ELEVA COM RECESSÃO

Para Karl Marx, o capitalismo precisa de um nível elevado de desemprego, para que as pessoas, assim, procurem emprego, aceitando menores salários, o que para ele definiria uma escala da taxa de exploração. Quanto maior o desemprego, maior a taxa de exploração. Para Keynes, “a incapacidade da economia em atingir o pleno emprego e a desigual distribuição de renda são os dois maiores males que vivemos”. Para os neoclássicos, o modelo de pleno emprego é o ideal, sendo pequeno nível de desemprego, menor do que 5% da população ativa, é o melhor que possa existir, é o caminho para atingir o desenvolvimento econômico. O IBGE tem duas formas de medir o desemprego brasileiro, através do Cadastro Mensal de Desemprego e Emprego, o que abrange o mercado formal, sendo a medida de desocupação nas seis principais regiões metropolitanas, além de coleta de dados mais abrangente, através da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), que entrevista cidadãos em 3.500 mu...

29/04/2015 - ATAQUE MONETÁRIO ESPECULATIVO

Conforme se deduz da teoria econômica, duas grandes esferas se interagem no sistema econômico, à semelhança das esferas cerebrais. Na economia, trata-se da esfera produtiva e da esfera monetária. Quando um país tem uma moeda fraca, ele está sujeito a ataques especulativos temporais, visto que, nas relações de troca externas, a nação monopolista exige moeda forte. As moedas brasileiras, em torno de dez tipos na história, sofreram ataques especulativos em quase cinco séculos. O Plano Real introduziu a moeda Real, uma moeda forte, no final do governo de Itamar Franco, sendo FHC o seu ministro da Fazenda. Por sua gestão foi eleito presidente da República. No seu primeiro mandato (1995-1998) o real se manteve valorizado, mas as reservas internacionais não deram para segurar os pagamentos externos. Portanto, o Brasil teve de recorrer aos empréstimos do Fundo Monetário Internacional (FMI), para que não houvesse ataque especulativo ao Plano Real. Como resultado final logrou baixas taxas...

28/04/2015 - RECESSÃO DELIBERADA

A recessão deste ano foi deliberada em novembro passado e começou no primeiro dia deste segundo mandato pela atual equipe econômica, dirigida pelo ministro da Fazenda, ministro do Planejamento e presidente do Banco Central. Aqueles mesmos que decidem nas reuniões fechadas do Conselho Monetário Nacional, órgão máximo desde 1964. Somente vem a público o que eles querem fazer. Nelas, mensalmente se acompanham a meta da inflação, a situação das reservas internacionais mais o câmbio e o resultado de caixa do Tesouro Nacional. Como foi deixado o primeiro mandato? Inflação em alta, dólar em alta e déficit primário. Para este último, escolhido como mais urgente, começou-se o ajuste fiscal, cortes de despesas do governo e elevação de tributos; para a elevação do dólar, maior uso de reservas para contê-lo e fazê-lo recuar, como está acontecendo depois de vários meses; para a inflação, aumento da taxa básica de juros, já na quinta elevação e ela se acomodou por volta de 8%. Provavelmente, ...

27/04/2015 - REDUÇÃO DOS INVESTIMENTOS DA PETROBRAS IMPACTARÁ – 1% DO PIB

Redução dos investimentos da Petrobras impactará em – 1% do PIB em 2015. O cálculo é da Fundação Getúlio Vargas de que seja, pelo menos, este número. A previsão das inversões da estatal para este ano recuou em 20%. Em 2014, a Petrobras investiu US$35 bilhões. Neste ano, as inversões serão de US$29 bilhões. Para 2016, a projeção é ainda menor, de US$25 bilhões. Portanto, para o Brasil voltar a crescer, dependerá menos do efeito multiplicativo (inversões estatais). Terá mesmo que incentivar mais os empresários em fazer novos investimentos. A equipe econômica tem como compromisso fazer o ajuste fiscal, para que o Tesouro Nacional apresente superávit primário, visto que no ano passado aconteceu um déficit do Tesouro depois de 18 anos. O superávit fiscal tem como objetivo pagar parte dos juros da dívida pública e a outra parte dos juros será rolada. Referido ajuste fiscal está afetando fortemente o Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que era até o ano passado preservado e ne...

26/04/2015 - EDUCAÇÃO FINANCEIRA

Na verdade, a educação financeira é um conjunto de conhecimentos que fluem da educação fundamental, cujas disciplinas mais importantes são a matemática, seguida de português e ciências. Não é a toa que o teste internacional PISA é feito dessas matérias. Neste exame o Brasil é reprovado, por ocupar um dos últimos lugares. Nos testes do MEC, os estudantes brasileiros ainda não atingiram nota cinco, na escala de zero a dez. Portanto, reprovados. O que fazer, é claro, investir fortemente em educação. Assim, como corolário aconteceria a educação financeira, cuja palavra mágica é poupar. Como poupar se a renda é baixa? Há sempre um espaço para poupar. Poupar é postergar o consumo presente, havendo sempre um consumo conspícuo que pode ser postergado. Em termos práticos, o dinheiro circulante serve-se de moeda, cheque e cartões de plástico. Estes últimos cresceram e são dominantes no meio circulante. Os cartões de débito somente têm um custo mínimo de portá-los, não significante. Os ...

25/04/2015 - SINAIS DE PARAR DE CAIR

A economia vive de sinais cíclicos. Em geral, quando ascende, ascende devagar até ao topo. Quando cai, cai devagar até o fundo. A comemorar, quando para de cair e volta a subir. A preocupar, quando deixa o topo em direção à planície. Portanto, ao retificar os dados de crescimento ou decrescimento, o fundamental é as curva de crescimento ter inclinação positiva. Quanto maior a inclinação positiva, melhor para o país. Referida curva do ciclo econômico de longo prazo, quanto mais sobe, mais benefícios se traduzem. Matematicamente, é uma curva tipo oferta global de bens com inclinação maior do que um. Dessa forma, o primeiro sinal de parar de cair no Brasil foi dado pelo IPCA-15 (inflação de 15 dias de março, indicador medido pelo IBGE) menor do que o de fevereiro. Porém, as projeções dos cem especialistas ouvidos pelo Banco Central semanalmente acreditam que a inflação não irá cair de 8% neste ano. O segundo sinal desta semana é que o Índice de Confiança do Empresário Industrial le...

24/04/2015 - CELEUMA DO FUNDO PARTIDÁRIO

O orçamento de 2015 passou mais de três meses para ser aprovado. Quando veio,   contendo uma elevação do fundo partidário de R$289,5 milhões para R$867,5 milhões, correspondentes a 200% de aumento, em momento em que o governo lançou um ajuste fiscal, de cortes na execução orçamentária de 30%, para reverter uma situação difícil de déficit público, que há mais de uma década não existia. Evidentemente, que o corte de tal monta nos ministérios foi a principal causa da recessão instalada no País. Agora, ao invés de os políticos darem sua cota de contribuição, eles fazem o contrário. Os valores de 2014 foram distribuídos aos 32 partidos políticos, por hipótese, na razão de R$9.046.875,00. Os valores para 2015 serão na razão de R$27.109.375,00. Aqui se colocou um critério igualitário para cada partido, que não é o caso da prática. Entretanto, o orçamento foi sancionado pela presidente Dilma sem cortes. Criticada, ela disse que iria contingenciar a citada verba. Porém, os recursos d...