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31/01/2015 - DÉFICIT PRIMÁRIO

Depois de 18 anos, existe déficit primário do governo federal de mais de R$17 bilhões, o maior déficit da história, qual seja o desempenho conjunto do Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central. Isto é, o governo gastou mais do que recebeu. O resultado imediato levou ao forte aumento da dívida pública bruta de 56,7% para 63% do PIB. O buraco no ano chegou a R$17,2 bilhões, o qual será ampliado com o resultado dos déficits consolidados de estados e municípios, cujo cálculo poderá chegar a um rombo de R$20 bilhões. A principal causa do déficit ocorreu pelas desonerações de tributos no ano passado, a alguns segmentos escolhidos, tais como aquisição de veículos novos, únicos que mantiveram até o fim de 2014 os subsídios, na compra de eletrodomésticos da linha branca e em materiais de construção, de mais de R$80 bilhões, cujo propósito do governo era de que deveriam ampliar o investimento, a produção e o consumo. Ocorreu o contrário e o governo recuou, retirando os subsídio...

30/01/2015 - JUVENTUDE EM PERIGO

Pesquisa nacional, prospectando perigo de morte no País entre os jovens, levou a que se divulgassem nesta semana o Índice de Homicídios na Adolescência (IHA) do Brasil, produzido pela Secretaria de Direitos Humanos (SDH) da Presidência da República, ao nível de ministério nacional, em conjunto com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF), Observatório de Favelas e Laboratório de Análise da Violência da Universidade do Estado do Rio de Janeiro. Assim, dados de 2012, traduzem que mais de 42 mil brasileiros, idade entre 12 a 18 anos, poderão ser assassinados em cidades com mais de 100 mil habitantes, no período de 2013 a 2019. A região Nordeste tem a maior projeção de incidência, mediante taxa de IHA de 5,97 por 1.000. Alagoas confirma ser o Estado potencialmente mais violento. Seu indicador é de 8,82 por 1.000. A Bahia está com 8,59. O Ceará possui IHA de 7,74. No outra ponta, no Sudeste, por exemplos, os Estados mais populosos estão bem melhores. Estado do Rio de Janeir...

29/01/2015 - BOLA DE NEVE LADEIRA ABAIXO

A bola de neva ladeira abaixo é o que se vê com a divulgação descuidada do balanço trimestral da Petrobras, que deveria ter sido publicado em novembro, como de praxe, mas não ocorreu, visto que a auditora Price Waterhouse Coopers se recusou a sua aprovação, tendo sido adiada duas vezes a publicação. O resultado apresentado é de um lucro de R$3 bilhões, sem contar prejuízos de corrupção, quando já se apresentam cálculos, no esquema traçado pela operação Lava-jato, investigação da Polícia Federal em curso, de valor astronômico, de mais de R$88 bilhões de desvios. O valor de mercado caiu em um só dia R$13,9 bilhões. Uma fortuna para fazer cerca de 14 milhões de ricos. Em 2010, a Petrobras valia R$380,2 bilhões. Ontem chegou a R$114,8 bilhões, correspondentes a 30% daquele valor. Além dos 23 grandes conglomerados empresariais envolvidos, mais 10 deles foram denunciados nesta semana pela justiça Federal do Paraná. São 33 grandes empregadores, reduzindo produção e tendo horizonte de pu...

28/01/2015 - POBREZA EXTREMA SE ELEVOU

No início do primeiro mandato da presidente Dilma (2011-2014), o lema principal foi “Brasil sem Miséria”, cujas verbas foram ancoradas no Programa Bolsa Família. Até que em 2011, quando o Brasil cresceu 2,7%, a pobreza extrema recuou. Entretanto, a Comissão Econômica para a América Latina e Caribe (CEPAL), examinado dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), levantamento anual do BNDES, divulgado em 2014, acerca da situação da vida de extrema pobreza dos brasileiros, de 2012 para 2013, demonstrou uma elevação dela de 5,4% para 5,9%. Precisar-se-ia de mais o PNAD 2015, relativo à situação de 2013 para 2014, para concluir sobre o êxito ou o fracasso do referido lema do primeiro mandato. Cumpre registrar que, o PIB se elevou 1% em 2012; 2,5% em 2013; 0,3% (estimativa) em 2014. A média do primeiro mandato foi de 1,585%. Reportando-se a 2005, o número de brasileiros em extrema pobreza era de 10,7%. Logo, nos termos em que hoje se encontra ela, na faixa de 5%, indubi...

27/01/2015 - CAPITALISMO DE ESTADO TUPINIQUIM

Criado há 35 anos, há 12 anos no poder, o PT idealizou um governo de coalizão, mediante cooptação de cerca de 17 partidos políticos, no rol de 32, repartindo cargos públicos, com o fito de manter a maioria no Congresso Nacional, visando aprovar seus projetos, que hoje estão claros, na formação de um Capitalismo de Estado Tupiniquim. Ou, conforme o livro “Reinventando o Capitalismo de Estado”, autores Aldo Musacchio e Sérgio Lazzarini, Editora Companhia das Letras. De um lado, para grande contingente da população, em torno de metade dela, ampliando políticas sociais, tais como recuperação do poder de compra do salário mínimo, através de ganhos reais, além de elevação dos benefícios da Previdência Social e da grande amplitude do Programa Bolsa Família. Sem dúvida, melhorou o padrão da distribuição de renda, conforme redução do índice médio de Gini, saindo da casa de 0,6 para 0,5 (o coeficiente varia de zero, completa igualdade, para a unidade, completa desigualdade). Melhorou, mais...

26/01/2015 - RACIONAMENTO VELADO DE ENERGIA

Mesmo se chover muito nas próximas semanas, o ano de 2015 será sem água em muitas partes do Brasil, principalmente nas metrópoles do Sudeste. Respondendo a pergunta de um repórter na semana passada; “E se não chover o suficiente?” O ministro das Minas e Energia, Eduardo Braga, respondeu: “Se não chover, o racionamento será inevitável”. O chamado “apagão”, sem racionamento é de crescimento zero do PIB; com racionamento, o PIB recuará 1,5%, se houver um corte de 10% no fornecimento energético. O referido ministro reconheceu que as obras das hidrelétricas estão muito atrasadas. Ironicamente, bem no meio da sua entrevista citada, faltou energia elétrica. O governo federal procura esconder, mas está ocorrendo racionamento velado de energia. Notícias de ontem da Agência O Globo, em São Paulo, mediante informações de comitês de bacias hidrográficas e governos estaduais, cerca de 46 milhões de pessoas serão afetadas pela escassez de chuvas, tendo de racionar energia elétrica. Até agor...

25/01/2015 - MEDIDAS IMPOPULARES

Sem dúvida, a gestão governamental em todos os níveis terá que realizar medidas impopulares na área econômica, visando retornar o crescimento econômico e tendência à melhoria na distribuição de renda. Na verdade, o tamanho dos direitos e dos deveres deve ser contrabalançado. Há 35 anos que o Partido dos Trabalhadores (PT) foi criado, fazendo críticas ao desempenho do governo e propondo medidas de avanços na melhoria da distribuição de renda entre governo, capital e trabalho. Sim, aqui se colocou governo, visto que ele não é neutro, conforme a teoria econômica geralmente somente coloca a dicotomia capital versus trabalho. Afinal, o PT assumiu o governo federal desde 2003 e estará lá pelo menos até 2018, isto representará 16 anos, assim como em Estados e Municípios. Fez crescer o tamanho do governo, colocando a base aliada na direção de mais de 25 mil cargos federais, distribuídos em 39 ministérios. Os salários se tornaram elevados como nunca em cargos públicos, tornando-se objeto...