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01/08/2014 - CONFEDERAÇÃO NACIONAL DA INDÚSTRIA ABRIU DIÁLOGOS

Órgão congregado das federações estaduais, a Confederação Nacional da Indústria (CNI) sediada em São Paulo, no edifício da FIESP, Avenida Paulista, monumento do poder econômico, sediou encontro no dia 30 passado, em que imaginava serem debates entre os três principais candidatos à presidência da República, visto que lhes tinha entregado documento, contendo 42 medidas para aumentar a competitividade do setor industrial brasileiro. Os candidatos se fizeram presentes, em horários distintos, mas o que houve foram diálogos com os industriais presentes. Mesmo com a presença de um candidato oriundo de Pernambuco, Eduardo Campos, as questões regiões do Norte e Nordeste estiveram fora da pauta. Eduardo Campos, o terceiro mais cotado nas pesquisas, conseguiu arrancar aplausos da plateia, defendendo profundas mudanças políticas no País, para fazer frente aos desafios econômicos, acreditando que os seus principais adversários estariam presos a circunstâncias políticas que os impediram de...

31/07/2014 - CALOTE ARGENTINO E IMPLICAÇÕES BRASILEIRAS

Pela segunda vez, em treze anos, a Argentina não pagou todas as parcelas renegociadas da sua dívida externa, resultante da moratória de 2001, visto que cerca de 7% da sua dívida está nas mãos de abutres americanos, os quais exigem pagamentos de principal e encargos de forma plena. Isto praticamente representa outra moratória. A Argentina é o caso de um país rico, do início do século XX, que se dirige para a pobreza no século XXI. Em 1929, a Argentina era a sexta economia mundial. Hoje é o 29º global. Em 1940, o PIB da Argentina era de quatro vezes o PIB brasileiro. Hoje é um quinto dele. Depois da segunda guerra mundial, a Argentina desceu ladeira abaixo. Era uma economia basicamente primário-exportadora e teve seus preços deprimidos. A crise econômica decorrente levou a seis golpes militares consecutivos. Mas, mesmo vindo a democracia no final dos de 1970, em 2001, recorreu a moratória, a qual parece ainda não saiu. Em torno de um século, desceu do grau de um país desenvolvido,...

30/07/2014 - ECONOMIAS DE AGLOMERAÇÃO INVERSAS

Os grandes centros urbanos foram formados a partir do princípio da economia de aglomeração. Isto é, a melhor localização empresarial é aquela em que se reúnem a mão de obra, fontes de matérias primas próximas e centros consumidores, provocando, em seu conjunto, uma redução dos custos de produção. Em outras palavras, o desenho da localização demonstra o local onde é mais barato produzir. Este tipo de economia é de aglomeração. Porém, o agigantamento das cidades, mediante cada vez mais o uso de automóveis, ônibus e caminhões trouxeram o enorme problema dos congestionamentos, gerando as economias de aglomeração inversas, simplesmente chamadas de deseconomias de aglomeração ou de escala. Justamente o contrário do que se objetivava. Estudo anteontem divulgado pela Federação das Indústrias do Rio de Janeiro (FIRJAN) demonstra cálculos nos quais os congestionamentos nos dois maiores centros urbanos do País, São Paulo e Rio de Janeiro, custaram mais de R$98,4 bilhões em 2013, por con...

29/07/2014 - PRODUTIVIDADE ESTAGNADA

Ontem, a Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), divulgou estudo no qual afirma que o Brasil está com sua produtividade estagnada. Por isso, não tem crescido de forma adequada nos últimos anos. Uma das formas de medir a produtividade é o aumento da produção com a mesma quantidade dos fatores. Os fatores de produção são natureza, trabalho, capital e capacidade empresarial. Ela pode ser seccionada também por fatores e analisada separadamente. Após o crescimento robusto dos anos 2.000, a produtividade brasileira praticamente é a mesma dos anos de 2010, conforme a OCDE, o que distancia não só o Brasil, mas também os países emergentes dos países avançados. A OCDE chama de BRIICS, um grupo mais ampliado de emergentes, sendo eles Brasil, Rússia, Índia, Indonésia, China e África do Sul. Estes tem nível de produtividade de cerca de 10% da produtividade dos Estados Unidos. No Brasil, esse número caiu de 12,1% em 2000, para 11,1% em 2008, sendo 7,4% no setor industr...

28/07/2014 - POLÍTICA EDUCACIONAL

A política educacional brasileira continua empurrada. Isto é, somente vai para frente com empurrão. Melhora lentamente. Assim, ao examinar o relatório anual do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), observa-se a colocação do IDH nacional em 79º entre 1987 países examinados. Não é uma boa colocação. Porém, de volta para o passado, a média de estudos dos brasileiros até 25 anos, em 1980, por exemplo, era de 2,6 anos. Em 2013, para o cálculo do IDH foi considerado 7,2 anos. Olhando para o futuro, 15,2 anos é a média de anos de estudo esperada pelo PNUD para o Brasil nos próximos anos. Em 1980, a expectativa do PNUD era de 9,9 anos. Observando o que projeta a Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE) o total de anos esperado de escolaridade é de 16,3 anos. Entre os países componentes dos BRICS, Brasil, Rússia, Índia, China, África do Sul, a expectativa de escolaridade brasileira (15,2 anos) é a mais elevada, próxima de países como a Suí...

27/07/2014 - ÍNDICE DE DESENVOLVIMENTO HUMANO

  A Organização das Nações Unidas (ONU) calcula anualmente o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). O indicador leva em consideração a renda per capita, a educação e a saúde. Entre 187 países avaliados, o Brasil se situou em 2013, no 79º lugar. No ano de 2012 era o 80º. Em mais de três décadas em que ele é calculado, nota-se que o Brasil avança lentamente. O relatório traz muitas referências ao Brasil, no que tange a área de transferência de renda, principalmente quanto ao Programa Bolsa Família. Na escala de zero a um, o IDH brasileiro subiu de 0,742 para 0,744. Muito pequeno o avanço, em termos numéricos. A ONU classifica os países em quatro grupos. O de desenvolvimento muito elevado, o elevado, o médio e o baixo desenvolvimento. Há cerca de alguns anos atrás o País estava no grupo de médio desenvolvimento, passando ao de elevado desenvolvimento. Se bem que é um dos últimos entre aqueles considerados de elevado desenvolvimento. Nos trinta últimos anos o Brasil subiu de...

26/08/2014 - ENERGIA ELÉTRICA EM SITUAÇÃO CRÍTICA

No segundo mandato de Fernando Henrique Cardoso, FHC (1999-2002), a situação dos reservatórios, que servem água para movimentar as turbinas das hidrelétricas, chegou à situação crítica, isto é, em seu nível mínimo de depósito de águas. FHC executou o racionamento de energia em 2001. Sem dúvida, um dos motivos de descontentamento que muito contribuiu para a substituição do PSDB pelo PT na presidência da República. Agora, em 2014, os reservatórios também chegaram ao nível crítico. No entanto, o governo da presidente Dilma optou por usar as termelétricas, quer são movidas a combustíveis, muito mais caras do que as hidrelétricas, ocasionando um rombo nas contas das distribuidoras de energia, que foram obrigadas a comprar a energia mais cara, repassando o prejuízo ao governo, que não o quer assumir, transferindo para contas de empréstimo dos bancos oficiais. Como sempre aconteceu o governo repassou o prejuízo decorrente do fato das distribuidoras aos consumidores de energia elétrica....