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30/05/2014 - INTERRUPÇÃO NOS JUROS

O comportamento econômico de curto prazo é previsível. No entanto, podem acontecer acidentes de percurso. A política econômica geralmente é de agir com medidas globais. Macroeconômica. Isto é, como exemplos, trabalhando com juros, moeda, crédito. A reunião desta semana do Comitê de Política Econômica (COPOM) do Banco Central (BC) interrompeu a ascensão da curva dos juros básicos da economia, taxa SELIC, que vinha em evolução de 7,25%, em abril de 2013, em nove reuniões consecutivas, para 11%, em março. Dessa forma, a reunião deste maio encerrou o mais longo ciclo de aperto monetário da história do COPOM. Porém, a expectativa dos economistas consultados pelo próprio BC é de que a taxa SELIC voltará a subir em dezembro e chegará a 12,5% em 2015. Então, por que a interrupção? A explicação do próprio COPOM é de que ele irá esperar os resultados das referidas nove altas, visto que os efeitos das citadas elevações se dão meses depois. Será? Esta é a interpretação de que as coisas p...

29/05/2014 - RECORDE DE HOMICÍDIOS

Criado em 1979, pelo sociólogo Júlio Jacobo, no ministério da Saúde, o Mapa da Violência apresenta o Brasil batendo recordes de homicídios. Daquela época para 2012, data da última atualização, a violência cresceu em números de forma assustadora, tal como ocorreu de 2011 para 2012, quando 56.337 pessoas foram assassinadas, cuja elevação foi de 7,9%. Considerada a taxa de crescimento da população, esta taxa ainda está próxima de 7%. Considerando o número médio de assassinato, ele é de 29 por 100 mil habitantes. Mas, a faixa de variação, aproximadamente nos extremos, está entre 10 a 70 homicídios por 100 mil. Para o referido coordenador: “Nossas taxas são 50 a 100 vezes maiores do que a de países como o Japão. Isso marca o quanto ainda temos que percorrer para chegar a uma taxa minimamente civilizada. O Brasil vive um equilíbrio instável. Não se pode dizer que o ano de 2012 seja uma tendência, mas é preocupante. As ações pontuais na área de Segurança Pública estão mostrando seus limit...

28/05/2014 - MARCAS DA ECONOMIA POLÍTICA

Na Colônia e no Império as marcas da economia política são de total dependência dos países avançados. Surgiu a República Velha (1889), o primeiro ministro da Fazenda, Ruy Barbosa, lançou a primeira tentativa de independência da economia política, cujo episódio ficou conhecido como Encilhamento. Isto é, o Brasil teria uma bolsa de valores onde os incipientes capitalistas recorreriam, visando à industrialização brasileira. Não deu certo. Faltou quase tudo. Capital, tecnologia, capacidade empresarial. Deu-se uma quebra geral. O País não conseguia sair das amarras da economia rural exportadora, subordinada aos países avançados. O golpe militar de Getúlio Vargas, em 1930, instalaria no Brasil a indústria substitutiva das importações. Uma indústria muito protegida, por isso mesmo, não competitiva. Nos anos de 1950, estabeleceu-se a Instrução 113 da SUMOC (1955), tendo o governo de Juscelino implementado a indústria pesada com tal instrumento e construído Brasília. O Plano de Metas de JK ...

27/05/2014 - REUNIÃO DO COPOM

A cada 45 dias o Comitê de Política Monetária (COPOM) do Banco Central se reúne para decidir sobre a taxa de juros básica da economia, a chamada SELIC, hoje em 11% anuais, que baliza o quanto paga o governo por seus títulos da dívida pública. Os juros privados são livres, mas os bancos também fazem seus cálculos conforme a SELIC, embora cobrem bem mais juros e encargos, argumentando que recolhem elevados depósitos compulsórios. Mas, não é bem isto.   Afinal os bancos são as empresas que desfrutam das mais altas de lucros no País. A teoria econômica consagra o fato de que o BC aumenta a taxa básica para que a inflação não se eleve e até se reduza. O BC reduz a taxa básica para elevar o ritmo de desempenho econômico. Portanto, taxa de incremento do PIB varia inversamente com a taxa básica de juros. Daí a sua grande importância. A pesquisa semanal FOCUS do Banco Central, divulgada ontem, apresenta a projeção do mercado financeiro para a taxa SELIC seguir em 11% ao ano. Os cem a...

26/05/2014 - ENERGIA CARA

O custo da energia elétrica no Brasil é de cerca de 60 dólares por megawatt hora (MWh). O dobro do pago pelas empresas fora do País. Existem dois mercados domésticos, aquele de fornecimento energético pelas estatais e aquele do mercado livre de empresas privadas. Devido ao uso de termelétricas de forma intensiva neste ano, a conta de energia subiu no mês passado 18%. No entanto ainda há um buraco maior do uso intensivo de termelétricas, bancado pelo governo federal, que irá transferi-lo para as empresas e a para as famílias depois das eleições do próximo dia 05 de outubro. A exemplo disto, as estatais vendem com subsídio a R$110,00 por MWh. No mercado livre, em abril, ela foi vendida a R$276,00. O brasileiro há um ano teve sua conta reduzida em cerca de 20%. Mas, com o recente aumento de 18% praticamente a vantagem foi retirada. Já as empresas, por também de pagar caro, não conseguem serem competitivas internacionalmente. Nas eletrointensivas, tal como na produção de gases indus...

25/05/2014 - PAC PREJUÍZO

A Confederação Nacional da Indústria (CNI) escolheu seis grandes obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) para calcular o prejuízo delas, em razão de não estar gerando benefícios para a sociedade. O valor encontrado é de R$28 bilhões, bastante similares aos gastos realizados com as obras para a Copa de Futebol Mundial, a iniciar em 12 de junho próximo. A obra que tem causado o maior prejuízo é a transposição das águas do rio São Francisco originalmente prevista a conclusão em 2010 (eixo Leste), bem como em 2012 (eixo Norte). O estudo dela levou em conta o quanto se deixou de produzir, pela agropecuária nordestina. O valor encontrado correspondeu a R$11,7 bilhões. Em seguida a Ferrovia de Integração Oeste-Leste. Esta deixou de ser uma via importante para o escoamento de minérios para exportação. A duplicação da BR 101 em Santa Catarina. As linhas de transmissão do rio Madeira. O aeroporto de Vitória. O projeto de esgotamento sanitário de Fortaleza. Referido estudo ...

24/05/2014 - DESEMPREGO E INFORMALIDADE

A economia brasileira cresceu seu PIB em 2,7%, no exercício de 2011, em 1%, no ano de 2012, 2,3% em 2013, tendo projetado a equipe econômica crescer mais, por volta de 3%. No entanto, as previsões do Banco Central a quase toda semana desde o início do ano recua, estando previsto pelo BC 1,7%. Entretanto, há projeções credenciadas pelo próprio BC, variando de 1% a 1,5%. Quer dizer, a economia estagnou.   Isto é, o incremento do PIB se eleva aproximadamente por volta do crescimento vegetativo da população. Em sentido inverso, a taxa de desemprego, divulgada pelo IBGE como Pesquisa Mensal de Emprego, desde o governo da presidente Dilma em recuado mês a mês. De mais de 6%, no mês de março esteve em 5% e em abril bateu em 4,9%. O que está havendo? A lógica do sistema econômica é que a taxa de crescimento do PIB se eleva mês a mês e o desemprego se retrai. O IBGE afirmou que a retração do desemprego não se deu por geração de novas vagas. O recuo do número de desempregados ocorr...