Postagens

29/12/2013 - ESPIONAGEM ECONÔMICA

  Se os Estados Unidos espionam até assuntos privados da primeira ministra alemã, Ângela Merkel, e da presidente brasileira, Dilma Rousseff, em nome de “um mundo mais seguro”, o que dizer de penetrar em arquivos da Petrobras, de outras estatais, dos 39 ministérios e dos mapeamentos das imensas reservas de recursos naturais brasileiros? Não é sem motivo que as Organizações não-Governamentais (ONGs), centenas delas, estão na Amazônia, prestando “serviços”. Não havendo nenhuma “benemérita” no Nordeste, onde realmente se precisam de serviços.   Edward Snowden, ex-membro da National Security Agency (NSA), mantinha arquivos organizados, vazados por ele em Hong Kong, a caminho de Moscou, para um jornalista do jornal britânico The Guardian, baseado há mais de dez anos no Brasil, que os divulgou para o mundo. Citado espião, não voltou aos Estados Unidos, por que iria para cadeia. Assim, pediu asilo à Rússia, que o concedeu por um ano, em meados deste exercício. Recentemente, pe...

28/12/2013 - SINAIS DE MUDANÇAS

  Ao insistir com o modelo baseado na expansão do consumo das famílias, cujo maior exemplo é a classe média ter passado de 36%, em 1994, para 52%, em 2012, a equipe econômica atual colheu piores frutos do que a anterior, muito embora o ministro da Fazenda foi o mesmo, pelo menos em dois mandatos (segundo de Lula e o de Dilma), Guido Mantega. Na verdade, o homem forte da economia com Lula foi Henrique Meirelles, que permaneceu do primeiro ao último dia na presidência do Banco Central. A personagem Guido foi ministro do Planejamento, presidente do BNDES, somente ocupando o lugar de Antônio Palocci, ministro da Fazenda, porém seguindo a ortodoxia, com Meirelles, o primeiro saiu por denúncias de corrupção, quando Guido assumiu o ministério da Fazenda. Mas, um ministro apagado, na época e agora, onde sobressaia Meirelles. A prova cabal é que a presidente Dilma se refere a permanência de Guido, em provável segundo mandato, tendo os mercados pedindo a volta de Meirelles. O que se pe...

27/12/2013 - NATAL FRACO EM 11 ANOS

  O comércio obteve o Natal mais fraco em 11 anos. Conforme a SERASA, empresa nacional que acompanha o número de negócios brasileiros, o acréscimo de vendas na semana do Natal foi de apenas 2,7%, a variação mais baixa no período em referência. Segundo o Sistema de Proteção ao Crédito (SPC) houve também frustração dos lojistas nas vendas a prazo. O incremento no número de consultas foi de 2,9%, em relação a 2012. Já a expectativa era de 5%. Consoante a Associação de Lojistas dos Shoppings (ALSHOP) o faturamento do Natal empatou com o do ano passado, considerando as mesmas lojas, lembrando que a economia em 2012 cresceu algo como 1% (antes, o número fora de 0,9%, revisto recentemente pelo IBGE, para 1%). Para este ano se espera 2%. Geralmente, ALSHOP, SPC, SERASA são otimistas (nesta ordem). Mas, estão decepcionados, sendo bom lembrar que os subsídios para o consumo existentes ainda existem e vão ser retirados em 2014. Sob o ponto de vista macroeconômico, a crença em geral é...

26/12/2013 - FORMAÇÃO POLÍTICA

  No Brasil existem mais de 30 partidos políticos, que se dividem em bancadas, definindo o conjunto de seus interesses. Secularmente, a maior bancada é a ruralista, possuindo mais de 100 deputados federais, aproximadamente 20% da Câmara Nacional de 513 componentes. Historicamente, os ruralistas impediram, quando não empataram, a industrialização e a urbanização do País. Lógico, isto atrasou o progresso, sendo o Brasil considerado como subdesenvolvido por cinco séculos. Porém, no sexto século de sua existência, os ruralistas brasileiros vêm ocupando espaços para o agronegócio, elevando o valor agregado, para a agroindústria, enfim, possuindo a maior produtividade entre os segmentos produtivos brasileiros. Vários entraves foram retirados, sendo o principal a consolidação das principais instituições, através da Constituição de 1988, bem como da estabilidade monetária, conquistada com o Plano Real em 1994. Pouco tempo depois, o Brasil passou a ser respeitado internacionalmente e ...

25/12/2013 - SALÁRIO MÍNIMO NO MUNDO

Por oportuno, quando o governo federal confirma a partir de 1º de janeiro de 2014, o salário mínimo de R$724,00, através de decreto de ontem, em reajuste de 6,78%, trazendo mais uma vez ganho real, nestes cerca de duas décadas de Plano Real, enquanto o DIEESE recalcula referido valor para R$2.750,00, trazendo o valor do salário mínimo da sua criação, em 1940, geralmente é conveniente alertar que sobre o salário mínimo brasileiro é mensal, sobre o qual recai 102% de contribuições sociais, segundo cálculos do professor da USP, José Pastore, citado valor iria para R$1.460,00. O regime de trabalho é de 8 horas por dia. Nos Estados Unidos, milhares de trabalhadores de redes de fast food e de varejo fizeram greve em 100 das suas cidades, no início de dezembro, exigindo que o salário mínimo dobrasse de valor. A maior economia do planeta tem o décimo maior salário mínimo mundial, de 7,10 dólares por hora, medido pela paridade do poder de compra. Desde julho de 2009 que o piso salarial nã...

24/12/2013 - DEPOIS DO GRAU DE INVESTIMENTO

  As agências de classificação de risco passaram a considerar a economia nacional como ESTÁVEL, em 2008, em reconhecimento de que o Brasil se classificava como grande emergente, porém, ano no qual se começou a maior crise capitalista desde a Grande Depressão, de 1929. O longo tempo anterior não lhe dava grande credibilidade, até os créditos dos dez anos do regime militar (1964-1973), perdidos, porque o Brasil não reconheceu logo o primeiro choque do petróleo (final de 1973), quando voltou a ser considerado INSTÁVEL ou NEGATIVO, isto é, a nota de desempenho econômico baixo, por problemas como o de inflação crônica e de sérias deficiências institucionais. Na economia brasileira, que vinha sendo bem conduzida, durante longo período de bonança da economia mundial (2003-2007), após 2008, uma série de erros se desencadearam, em escala crescente, desde o segundo ano do segundo mandato de Lula e até agora no terceiro ano do governo de Dilma. Para enfrentar a crise, ainda com Lula ...

23/12/2013 - OS MAIORES DO ORÇAMENTO

O orçamento federal de 2012 passa de R$1 trilhão. Porém, os gastos estão concentrados no pagamento dos juros da dívida pública e em somente cinco ministérios, entre 39 existentes. O campeão é a Previdência Social com R$330 bilhões, a caminho de 40% do orçamento público. Segue-lhe o pagamento de parte dos juros da dívida pública, no valor de R$250 bilhões. Sim, se fossem pagos todos os juros e as parcelas de principal da dívida, os quais são renegociados para pagamentos futuros, sem dúvida os encargos da dívida pública seriam maiores até do que os custos da Previdência Social. O Ministério da Saúde ocupa o terceiro lugar com gastos estimados de R$92 bilhões. O Ministério da Educação se situa no quarto lugar com gastos calculados para R$74 bilhões. O Ministério da Defesa vem em quinto lugar com custos previstos de R$65 bilhões. O Ministério do Trabalho e Emprego consigna despesas previstas de R$61 bilhões. Ou seja, somente cinco ministérios têm dispêndios projetados para R$622 bilhõe...