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31/10/2013 - REPERCUSSÃO DO CASO BATISTA

A lei da recuperação judicial de empresas substituiu a lei das concordatas, não tendo mudado a essência de a empresa recorrer à justiça para arbitrar a renegociação de suas dívidas. Em menos de uma década da sua existência aproximadamente 5% das empresas que recorreram a ela voltaram à normalidade. Causa furor internacional o brasileiro Eike Batista, que construiu patrimônio meteórico, tendo sido classificado pela revista Forbes como o homem mais rico do Brasil, detentor de uma das cem maiores fortunas mundiais, ter recorrido à justiça para recuperação judicial da sua empresa petrolífera OGX. Os jornais especializados do Hemisfério Norte teceram sérios comentários sobre o acontecido, fazendo correlação entre o grande crescimento do emergente Brasil, em face do grande incremento do preço das commodities na década passada, o qual agora patina no processo de crescimento econômico, sendo Batista a prova de que a situação mudou para pior. Os baixos indicadores econômicos do PIB brasilei...

30/10/2013 - APERTO DO TESOURO

O Fundo de Garantia por Tempo de Serviço (FGTS) são recursos depositados mensalmente pelos empresários, para fazer face às indenizações dos trabalhadores, seja a qualquer momento, seja quando da sua aposentadoria. Surgido em 1966, ele substituiu a estabilidade no emprego, então existente. Daquela época, para os dias atuais, ele se constituiu em um fundo estável, visto que, mensalmente, as demissões correspondem a cerca de 5% do total dos empregados, ficando 95% guardados, para saque futuro. Em razão da experiência, é possível estimar o orçamento para o próximo ano, bem como as suas aplicações. Para 2014, o orçamento do FGTS está projetado em R$72,6 bilhões. Destinados à habitação poderão ser R$57,8 bilhões, quase 80% do total, sendo a maior parte dele destinados ao programa de habitação popular denominado de Minha Casa, Minha Vida. Para este, o Conselho Curador do Fundo estima R$6 bilhões de subsídios, descontos nos valores dos imóveis a fundo perdido, até 2017. A perspectiva é para ...

29/10/2013 - FALTA DE QUALIFICAÇÃO

Não bastasse a indústria nacional ter problemas com o câmbio muito valorizado, o que dificulta ou até impossibilita exportações de manufaturados, além de alto “custo Brasil” de logística com transportes, com armazenamento, mais outro item torna penosa à atividade, ou seja, a falta de mão de obra qualificada, afetando 65% das indústrias brasileiras, segundo a recente pesquisa da   Confederação Nacional da Indústria (CNI), hoje divulgada, notadamente para os segmentos extrativo e de transformação. Dessa forma, a busca pela eficiência, bem como a redução de desperdícios são os principais problemas decorrentes da falta de empregados qualificados, de acordo com 75% das empresas consultadas. Continuando os resultados, 49% delas têm dificuldades para qualificar funcionários, apontando a baixa qualidade da educação básica como o maior empecilho. Por isso, citadas empresas intensificam a capacitação dos trabalhadores no próprio ambiente do trabalho, o que lhes traduzem custos ainda maiore...

28/10/2013 - PERSPECTIVA BAIXA 2014

Os governos do PT começaram com Lula, em 2003, prometendo “o espetáculo do crescimento”. Isto é, a economia crescendo acima de 5% ao ano. A ideia era de o país voltar a fazer “o voo de águia”, semelhante ao dos anos de 1970, não prosseguindo com “o voo de galinha” de mais de duas décadas anteriores. Porém, a mudança de curso não aconteceu. A era Lula, de oito anos, conseguiu uma taxa média de 4%. O desempenho do mandato de Dilma recuou bastante, obtendo taxas de incremento do PIB até inferiores a média dos oito anos da era FHC, que foi de 2,3%. Por exemplo, no ano passado a taxa de crescimento econômico foi de 0,9%. Em 2011, alcançou 2,7%. Para 2013, é esperado por volta de 2%. Até a equipe econômica prospecta 2,5%. Tendo em vista fazer uma sondagem para a perspectiva do próximo ano, a revista Exame, datada de 30-10-2013, ouviu os principais dirigentes das 200 maiores empresas brasileiras. Ela, que há quatro décadas analisa pelo menos as maiores e melhores 500 empresas nacionais, c...

27/10/2013 - INFRAESTRUTURA REQUERIDA

                                                                                       O Anuário Exame de Infraestrutura 2013-2014 contratou a consultoria McKinsey para estimar quanto de recursos necessários, para os próximos 20 anos, o Brasil necessita para atingir o nível de países avançados em infraestrutura. Referida consultoria calculou que serão necessários R$5 trilhões ou R$240 bilhões por ano. No ano passado, os gastos governamentais com infraestrutura foram de R$100 bilhões, correspondentes a 2,2% do PIB. A participação da média mundial em infraestrutura é de 3,8% do PIB global. Para alcançar o grupo dos países ricos o Brasil teria que investir doravante 5,5% do PIB.   Em países emergentes como a China, os gastos em infraestrutura alcançam 8,5% do PIB. N...

26/10/2013 - DISTORÇÕES VISTAS DE FORA

Não é de hoje que organismos internacionais importantes, tais como a ONU, FMI, BIRD, BID, OCDE, Agências de Risco, sendo as maiores Moody’s, Fitch, Standard & Poor’s, bem como economistas famosos locais e mundiais, que acompanham as contas públicas dos principais países em progresso, chamados de avançados e emergentes (os pobres são considerados casos para intervenção ou de ajuda internacional, mas o que existe ainda é assistencialismo), tecendo severas críticas quanto aos erros ou manipulações de estatísticas, as quais não permitem conhecer a real situação de cada país, em padrão estatístico internacional.      Recentemente, as agências de risco tem ameaçado reduzir a nota brasileira, considerando elevada a dívida pública e das estatais, tal como o rebaixamento da nota da Petrobras, pela Moody’s. Agora o caldo engrossou com a OCDE, órgão de cúpula da Comunidade Europeia, que acompanha trimestralmente cerca de 40 países, os quais compõem mais de 80% do PIB mu...

25/10/2013 - REVALORIZAÇÃO DO REAL

A política econômica brasileira, desde 1979, deixou de ser basicamente estrutural, isto é, via planejamento econômico, para ser basicamente conjuntural, via política monetária, política cambial e política fiscal. Na política monetária, o Banco Central administra a meta de inflação, agindo sobre a taxa de juros. Na política cambial (que é a monetária externa), o Banco Central trabalha para manter o real valorizado, desde 1994, para também combater a inflação. Na política fiscal, procura manter elevada a alta carga tributária, para gerar superávit primário, conseguindo pagar os juros da dívida pública e obter grau de investimento (crédito externo). O 10º Fórum de Economia da Fundação Getúlio Vargas, realizado no início deste mês, focalizou o câmbio valorizado como estratégia de política econômica conjuntural, desde a edição do Plano Real, mudança inversa do câmbio desvalorizado comumente realizado desde 1930 a 1994. O câmbio depreciado desde 1930 protegeu a indústria brasileira e ser...