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31/05/2013 - QUANTIFICAÇÕES DO PIB

O artigo de ontem, em referência ao PIB trimestral de 0,6%, levou em consideração a entrevista do economista Armando Castelar à Rede Globo, de que o PIB anualizado se situaria numa faixa entre 2% a 2,5%, Tomando o limite superior de 2,5% para 2013, mais 0,9% de 2012, mais 2,7% de 2011, encontra-se a média de 2,3%. Porém, quando se compara o primeiro trimestre de 2012, que fora de 1,9%, ao 0,6% de 2013 é muito preocupante a perspectiva para o exercício. Quando se calcula a média anual com os três trimestres anteriores, a projeção do PIB é de 1,2%, em 2013. Portanto, a média anual do período de três anos do governo Dilma poderia estar em 1,6%. Como o incremento da população não é bem diferente dessa média, a economia do governo Dilma estaria estagnada, justamente o contrário do que ela e sua equipe econômica sempre projetaram. O crescimento por setor da economia apresentou grandes disparates. Enquanto o setor agropecuário obteve desempenho brilhante no trimestre, para tal muito con...

30/05/2013 - EPSÓDIO REVELADOR

Nos dias 18 e 19 de maio, sábado e domingo, aconteceu uma corrida à Caixa Econômica Federal, por volta de um milhão de pessoas, em 12 Estados Federativos, beneficiários do Programa Bolsa Família, devido aos boatos de que o citado Programa iria acabar, quando efetivamente puderam retirar na boca do caixa eletrônico, as suas parcelas programadas, até o final do mês do benefício chamado de Bolsa Família. A balbúrdia tem breve histórico de dez dias. Na segunda feira, dia 20, as explicações do governo federal foram as mais desencontradas possíveis. A presidente da República, Dilma Roussef declarou ter sido um ato criminoso, mandando a Polícia Federal apurar. A Ministra dos Direitos Humanos, Maria do Rosário, saiu dizendo que o vexame fora provocado pela oposição. O Ministro da Justiça, antecipadamente, declarou que havia sinais de “coisa orquestrada”, ele, que chefia a Polícia Federal (PF), não deveria ter feito tal ilação, visto que a PF ainda não tinha produzido o diagnóstico da situaçã...

29/05/2013 - GARGALOS ANTES DOS PORTOS

O Brasil tem uma das piores notas na pesquisa anual do Fórum Econômico Mundial, reunião que se realiza há cerca de quatro décadas na cidade de Davos, na Suíça, na avaliação da estrutura de acesso e as instalações dos portos em 144 países. A sua colocação é em 135º lugar. A Lei de Abertura dos Portos, recentemente criada está no caminho certo. Não se pode nem contar com os aeroportos. O País começou as parcerias com alguns aeroportos há pouco tempo. Mas, ainda não continuou. Somente 135 cidades brasileiras os possuem, para voos regulares. Ou seja, 2,4% dos 5.565 municípios. Quer dizer, é também um caos. A precariedade das rodovias a caminho do porto é um problema grave em 100% delas para o porto de Salvador; 71% para o porto de Manaus; 61% para o porto de Santos; 60% para o porto de Suape; conforme pesquisas do Fórum citado acima e da FIESP. A burocracia no Brasil tem o tempo médio de 9 dias para tramitação de documentos portuários, enquanto nos Estados Unidos é de 3 dias. Se o Brasil...

28/05/2013 - PLANO DA FIESP

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (FIESP) lançou recentemente uma proposta de planejamento econômico para os próximos 15 anos, admitindo que o Brasil hoje se encontre em situação semelhante, em termos de renda per capita, de quando deram seu grande salto o Japão, a Coréia do Sul, Malásia e Taiwan. A renda per capita do brasileiro está em torno de US$ 11 mil, sendo a proposta de elevá-la para US$22 mil em 2029. Cálculos da FIESP são de que o PIB cresça a taxa média de 5,3% anuais no citado período. O conjunto de ações aponta para a elevação do investimento em capital físico, formar em maior escala recursos humanos qualificados e maximizar a produtividade dos fatores. Os investimentos teriam de saltar de 17,7% atuais, para a taxa média de 23,7% em quinze anos. Vaticina a FIESP que referido salto poderá ser dado principalmente pela indústria de transformação. Os segmentos com potencial para atrair inversões seriam o da construção civil e infraestrutura, em rodovias, ferr...

27/05/2013 - TRANSNORDESTINA

A estrada de ferro que começa no sertão do Piauí, passando por cerca de 80 cidades, em três Estados, até chegar aos portos de Pecém, no Ceará, assim como em Suape, em Pernambuco, visando escoar as produções agrícolas da região Nordeste, além de incentivar investimentos no semiárido, tal como exploração de ferro e gesso. Nascida no âmbito federal, o projeto foi transferido para a Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), por três décadas, contando com financiamento do BNDES e do Banco do Nordeste. As obras da ferrovia estão atrasadas dois anos e meio, ainda não estão nem na metade do seu traçado. A burocracia estatal a tem emperrado. Por isso mesmo, o orçamento não parou de crescer. Estimada em 2007, em R$5,4 bilhões, subiu em 2010, para R$5,4 bilhões, estando agora revista para R$7,5 bilhões. No entanto, o valor não vai parar por aí. Conforme contrato, o valor é corrigido pela inflação. Já estaria em montante superior a R$8 bilhões. A Ferrovia de Integração Oeste-Leste (FIOL) tem o traça...

26/05/2013 - INOVAÇÃO

O relatório de Competitividade Global do Fórum Econômico Mundial relativo ao biênio 2011-2012, o Brasil ocupava a 47ª posição entre 142 países, aplicando em inovação 1,1% do PIB. A posição anterior, de 2009-2010 era 68ª posição av. A evolução foi considerável, porém não houve avanços na indústria, visto que a maioria dos investimentos tem sido realizada nas ciências da natureza, que incluem as ciências agrícolas e a farmacologia. Pouco dinheiro foi destinado ao progresso industrial, tais como física, química e engenharia. Na Coréia do Sul, 3,4% do PIB é comprometido com inovação. O segmento privado é responsável por 2,5% do geral. No Brasil, essa combinação é de 0,6% do setor público e 0,5% das sociedades privadas. É evidente que o setor privado brasileiro, além de esperar os investimentos públicos em inovação trabalham modestamente nesse sentido. Falta confiança dos empresários nas atitudes do governo, pelo passado de descontinuidade. Na verdade, a questão da educação brasileira...

25/05/2013 - CADASTRO CENTRAL DO EMPREGO

O IBGE divulgou a sua análise do Cadastro Central de Empresas de 2011. A pesquisa encontrou 5,1 milhões de empresas. Estavam ocupadas 52,173 milhões de cidadãos, sendo assalariados 45,185 milhões de assalariados. Do total de assalariados 18,9% trabalhavam no comércio, 18,2% na indústria. O grande destaque do IBGE é que o profissional de nível superior ganha mais de 3 vezes do que não o tem, bem como 80% dos trabalhadores não tem nível superior. Os trabalhadores com nível superior recebiam, em média, R$4.135,00, enquanto que os demais detinham um salário médio de R$1.295,00, no último mês de 2011. O perfil do trabalhador deixou de constar o que o MEC já sabe que 60% da população não consegue interpretar o que está escrito em uma folha de papel, sendo o analfabetismo reconhecido como 10% da população. Os homens continuam ganhando mais do que as mulheres cuja diferença é de 25,7%. O salário médio do brasileiro cresceu 8,7% acima da inflação entre 2008 a 2011. No período foram gerados 6...