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24/11/2012 - BURROCRACIA

Mais números sobre o peso dos impedimentos brasileiros. A desconfiança instalada está na existência de 17.000 cartórios, que emitem por ano uma média de 15 milhões de certidões. Porém, nem tudo é isso. As organizações guardam documentos por 30 e 35 anos, visando cumprir obrigações fiscais e trabalhistas. Há casos e casos, restando o peso enorme dos custos para a sociedade. Coisas simples, como a aquisição de um veículo, comprado pela concessionária e revendido, exigem três firmas reconhecidas. Na verdade, algo que deixou de existir em 1979, no governo de Figueredo, o reconhecimento de firma, pouco a pouco voltou a renascer e hoje é um ritual maligno. Uma praga sem fim. As obrigações cartoriais do reconhecimento de firma custam ao País R$4 bilhões por ano. Mas, o custo não monetário de esperar e postergar negócios é bem maior. Por exemplo, para desembarcar mercadorias, um navio tem de lidar com 120 documentos. O excesso de papelada e os carimbos podem fazer com que uma carga demo...

23/11/2012 - OVO NA GALINHA

A perspectiva aberta com a exploração de petróleo na camada do pré-sal, a mais de 5.000 metros de profundidade do mar, foi anunciada com estardalhaço em 2006. Mas, seis anos depois muito pouco se extraiu de petróleo e o Brasil não produz para todas as suas necessidades. Portanto, não é verdade a auto-suficiência, o que foi também anunciado naquela época. O Brasil importa ainda óleo bruto, tipo leve e exporta óleo bruto, tipo pesado. No que se refere à gasolina, o País está importando 65% das suas necessidades dela. Os gargalos são muitos, entre os quais estão carências de mão de obra, as deficiências da infraestrutura e de tecnologias, o atraso no fornecimento de equipamentos e a falta de dinheiro em caixa para novos investimentos pela Petrobras, levam a concluir que pó pré-sal vai atrasar muito. A previsão é de que a produção para triplicar a produção hoje de 2 milhões para 6 milhões de barris, alardeada pelo governo, desde aquela época, somente acontecerá por volta de 2025. Ad...

22/11/2012 - ENTRAVES DO CRESCIMENTO

É sabido que um país cresce de forma sustentada baseado em três causas: a expansão dos investimentos, a incorporação crescente de mão de obra e o incremento da produtividade. Países na América Latina, tais como o Chile, a Colômbia e o Peru, conhecidos exportadores de commodities, como é o Brasil, crescem até três vezes o que o Brasil tem operado. Todos eles fizeram as reformas estruturais. O Brasil teima em não fazê-las, embora tenha prometido, desde a estabilização da economia. Vendo a primeira causa, a expansão do investimento, aqui existe um gargalo há mais de três décadas, pela incapacidade de elevar a poupança nacional. O modelo brasileiro é de estimular o consumo. Na atualidade, o Brasil vem se defendendo desde 2008-2009, via incentivos ao endividamento e ao consumo. Ora, ambas as formas levam a baixa capacidade de poupar. A segunda causa, a incorporação crescente de mão de obra está chegando ao seu limite. No início do século XXI, o desemprego era maior do que 10% da popu...

21/11/2012 - MEDO DE CADEIA

A declaração do ministro da Justiça, Eduardo Cardozo, na semana passada, de que preferia morrer, ao invés de ir para a cadeia brasileira causou espécie na população. Ora, a maior autoridade da área reconhece que os cárceres no Brasil são explosivos, até porque a imensa maioria dos presos não trabalha, as celas estão lotadas e até com grande excesso, quer dizer, em condições insalubres, subumanas, onde persistem a selvageria, mediocridade, pederastia e grande desgaste humano. Entretanto, o medo do citado ministro também se deve ao fato de que seus colegas de partido, que foram as maiores autoridades do PT, José Dirceu, José Genoíno, Delúbio Soares, irão para cárcere privado. As cadeias brasileiras ao invés de reeducar para o bem o fazem para o mal. Geralmente, o preso quando sai dela, sai pior do que entrou. Além do mais, dentro dos presídios se criam facções que organizam o crime aqui fora. Impossível até agora foram as formas de deter que armas, telefones celulares, visitas íntimas,...

20/11/2012 - DILMA NA ESPANHA

Nesta semana a presidente Dilma está na Espanha, objetivando melhorar o relacionamento econômico e turístico. Do lado turístico, a questão se deve aos maus tratos que há três anos têm crescido aos visitantes brasileiros, sobre o argumento de que o desemprego de lá é o maior da Europa e que muitos dos brasileiros vão ‘tirar’ empregos de seus compatriotas. O constrangimento atingiu a milhares de turistas, que não tem nada a ver com o desemprego eleva do deles. Em resposta, a cerca de um ano o Brasil passou também a adotar restrições aos visitantes espanhóis. O impasse não foi resolvido. Quanto às questões econômicas se devem ao sistema de trocas e de investimentos mútuos. É sabido que a recessão econômica diminuiu a parceria comercial, que caiu pelo menos da metade desde o ano 2.000. No que se referem às inversões estão em curso uma série delas, inclusive o convite para que espanhóis participem do projeto megalomaníaco do Trem Bala Campinas-São Paulo-Rio, exposto desde 1976, como ...

19/11/2012 - PIB BRASIL-EUROPA RESISTENTE

Anteontem foi abordado aqui que o PIB brasileiro foi em 2011 de US$2,49 trilhões. Porém, com todos os percalços da média aritmética ainda no mundo se mede a riqueza pela renda per capita anual, já que o PIB é informado anualmente. Portanto, o PIB brasileiro em 2011 foi de US$12,968.80. Com o incremento previsto para este ano de 1,5%, ele poderá ir para US$13,163.30 anuais. O Brasil se encontra estagnado. Sabe-se que há três anos uma onde recessiva atinge a Europa, ocorrida pelo endividamento excessivo público, a fragilidade do sistema financeiro e a desconfiança dos líderes mundiais, além de um sistema previdenciário falido, devido à baixa taxa de natalidade e consequente envelhecimento da população. Contudo, quatro países resistem como se não contagiassem pela vexatória situação de muitos outros países da União Europeia. Em ordem de melhor posição estão Noruega, Suíça, Áustria e Alemanha.  Consoante dados do Fundo Monetário Internacional, na Noruega o nível de desempr...